O que é 'coregasmo'? Influencer relata orgasmo durante prática de pilates

Influenciadora fitness australiana revela em suas redes sociais momento inusitado ao ter um orgasmo durante uma aula de pilates; especialista explica fenômeno do “coregasmo”

Por Laraelen Oliveira.

A influenciadora e modelo fitness australiana Sarah Lloyd, de 25 anos, revelou em suas redes sociais ter vivido uma situação íntima durante suas aulas de pilates. Ela contou aos seguidores que precisou interromper o exercício após perceber que estava atingindo um orgasmo involuntário ao fazer uma das atividades de elevação de perna. 

Acostumada a rotinas intensas de treino e participante de ultramaratonas, a influencer e modelo fitness australiana Sarah Lloyd afirma ter vivido uma situação inesperada durante uma aula de pilates. Aos 25 anos, ela contou aos seguidores que precisou interromper o exercício após perceber quando atingia um orgasmo involuntário ao fazer elevações de perna.

O método Pilates enfatiza controle da respiração e ativação profunda do core, o que pode aumentar a percepção corporal e intensificar respostas fisiológicas inesperadas/Foto: Redes Sociais 

A influenciadora acumula cerca de 131 mil seguidores no Instagram e compartilha uma rotina intensa de treino, além da participação de ultramaratonas. Sarah relatou que começou a perceber algumas sensações diferentes durante o treino focado no abdômen. “Estávamos fazendo elevações de perna e, depois de umas dez repetições, comecei a sentir um formigamento no corpo. Eu estava suando e sentia uma sensação parecida com a que normalmente tenho na cama. Pensei: 'Com certeza não é assim que deveria ser a sensação, né?'”, revelou a modelo . 

Ao perceber que estava atingindo um orgasmo, ela decidiu parar de fazer o exercício imediatamente. “Quando percebi que o clímax estava chegando, entrei em pânico e tive de parar. Não sei se minha respiração ofegante me entregou”, contou.

Segundo a modelo, desde então ela evita repetir o movimento durante as aulas. “O pior é quando estou numa aula de Pilates e eles mandam eu fazer elevações de perna. Simplesmente tenho que recusar. Não consigo fazer, senão literalmente tenho um orgasmo”, afirmou.

Fenômeno do ‘Coregasmo’ ganha destaque após repercussão do caso

O Coreorgasmo é o termo para o orgasmo induzido por exercício, um clímax fisiológico e involuntário que pode ocorrer durante atividades físicas que trabalham o core, como abdominais, prancha, ioga e agachamentos, devido à combinação de hormônios do bem-estar (endorfina, dopamina) e a estimulação dos músculos pélvicos e do assoalho pélvico. Não exige estímulo sexual e pode gerar sensação de prazer intenso, sendo uma experiência fisiológica e não sexual, embora possa causar constrangimento em locais públicos. 

Segundo os fisioterapeutas pélvicos, o coregasmo não indica disfunção ou desequilíbrio hormonal. Na maioria dos casos, é apenas uma variação normal da resposta do corpo ao exercício/Foto: Redes Sociais 

A pesquisadora Debby Herbenick, autora do livro The Coregasm Workout, afirma que esse tipo de experiência não é comum, mas tampouco pode ser considerada rara. Segundo um estudo publicado em 2011, 23,4% das mulheres entrevistadas disseram já ter atingido o orgasmo durante a prática de atividades físicas, especialmente em exercícios que envolvem a musculatura abdominal. Outras participantes relataram sensações semelhantes durante corrida, escalada, musculação e ioga.

Quando o levantamento considera apenas a sensação de prazer sexual, sem que necessariamente haja orgasmo, o percentual sobe para 46,4%. Nesse caso, as atividades mais citadas foram bicicleta ergométrica, musculação e exercícios abdominais. De acordo com especialistas, a prática de exercícios físicos estimula a liberação de hormônios associados ao bem-estar, como endorfina e serotonina, além de aumentar o fluxo sanguíneo na região pélvica. As contrações repetidas dos músculos abdominais e a fadiga muscular também podem favorecer o surgimento dessas sensações.

Embora desperte curiosidade, o fenômeno não é recente. Registros semelhantes já apareciam em 1953, quando o sexólogo Alfred Kinsey mencionou episódios desse tipo em seus estudos sobre o comportamento sexual feminino. Para além do caráter inusitado, especialistas ressaltam que atividades como o pilates podem trazer benefícios à vida sexual, ao aprimorar a respiração, a flexibilidade, a força e o controle da musculatura pélvica, fatores que podem impactar positivamente o prazer íntimo fora do ambiente das academias.

Pesquisa revela que geração Z gostaria de ter uma sala para sexo no trabalho

Um levantamento realizado pela plataforma EduBirdie revelou um dado curioso sobre os hábitos e expectativas da geração Z em relação ao ambiente profissional. De acordo com a pesquisa, 38% dos jovens nascidos entre 1997 e 2012 afirmaram que gostariam que o local de trabalho oferecesse uma sala reservada para a prática de sexo. O estudo ouviu cerca de dois mil participantes, reunindo percepções sobre comportamento, bem-estar e qualidade de vida no contexto corporativo.

Segundo os entrevistados, a existência de um espaço privado permitiria momentos de intimidade tanto com colegas quanto de forma individual, o que, na visão de parte dos participantes, poderia contribuir para o bem-estar emocional e a redução do estresse. A pesquisa também sugere que a geração Z tende a questionar modelos tradicionais de trabalho, defendendo ambientes mais flexíveis, que considerem não apenas a produtividade, mas também as dimensões humanas e emocionais dos trabalhadores.

Estudo mostra quantas vezes adultos fazem sexo por semana e aponta benefícios a saúde 

A frequência com que adultos mantêm relações sexuais é uma questão comum entre casais e costuma variar de acordo com fatores como idade, rotina e fase do relacionamento. Pesquisas do Instituto Kinsey, nos Estados Unidos, indicam que a regularidade tende a diminuir ao longo dos anos, mas reforçam que a presença de intimidade continua sendo um elemento importante para a qualidade da vida a dois.

A prática sexual está associada à liberação de hormônios ligados ao prazer e ao bem-estar, contribuindo para a redução do estresse, a melhora do humor e o fortalecimento do vínculo emocional entre os parceiros. O estudo também aponta que períodos prolongados sem intimidade podem gerar distanciamento afetivo, interferindo na conexão emocional e na dinâmica do relacionamento ao longo do tempo.

Fazer sexo uma ou duas vezes por semana pode estar associado a menor risco de depressão

Pesquisadores das universidades de Shenzhen e Shantou, na China, identificaram uma possível relação entre a frequência sexual e o bem-estar psicológico. O estudo, publicado no Journal of Affective Disorders, indica que manter relações sexuais uma ou duas vezes por semana pode estar associado a um menor risco de desenvolver sintomas de depressão.

A pesquisa analisou dados de 15.794 adultos norte-americanos, com idades entre 20 e 59 anos, cruzando informações sobre a frequência sexual auto relatada e a presença de sintomas depressivos. Os resultados apontam que participantes com atividade sexual semanal moderada apresentaram efeitos mais protetores para a saúde mental, em um contexto em que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo são afetadas pela depressão.

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