Nem no 1º de abril: Ministério da Saúde alerta para fake news sobre vacina da gripe

De acordo com o órgão, publicações têm afirmado, sem qualquer comprovação científica, que o imunizante aumentaria a chance de a pessoa contrair gripe

Por Da redação.

O 1º de abril é conhecido pelas brincadeiras, mas a desinformação não se limita à data. Fake news, principalmente sobre saúde, circulam diariamente e se intensificaram após a pandemia.

Apesar de ser o dia da mentira, o Ministério da Saúde alertou nesta quarta-feira (1º) que boatos sobre vacinas voltaram a se espalhar nas redes sociais. Desta vez, o foco das informações incorretas é a vacina contra a gripe.

De acordo com o órgão, publicações têm afirmado, sem qualquer comprovação científica, que o imunizante aumentaria a chance de a pessoa contrair gripe. O ministério reforçou que essa alegação é falsa.

Divulgação Bruno Concha Secom

A instituição destacou ainda que a vacina contra a influenza produzida no Brasil pelo Instituto Butantan tem eficácia comprovada na redução de internações e mortes, principalmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos com 60 anos ou mais.

Disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina utilizada é do tipo trivalente, indicada para evitar formas graves da doença, além de complicações, hospitalizações e óbitos relacionados ao vírus.

Ainda no comunicado, o Ministério destacou que o imunizante contra a gripe é produzido com vírus inativados, além de passar por processos de fragmentação e purificação, o que impede que cause a doença em pessoas vacinadas.

“Logo, é falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção”, afirma.

Segundo a pasta, parte da confusão ocorre porque o vírus influenza circula mais no outono e no inverno  período em que também aumentam os casos de outras infecções respiratórias, como parainfluenza, covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.

“Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou”, esclarece a pasta.

“Na prática, a imunização reduz a chance de desenvolver sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e morte”, alerta o ministério.

Vacinação

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início no sábado (28) e segue até o dia 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Paulo Pinto Agência Brasil

A imunização é destinada a grupos prioritários, como idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, profissionais da saúde, professores, pessoas com comorbidades, indivíduos com deficiência, membros das forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, entre outros considerados mais vulneráveis.

Dados recentes divulgados pelo ministério apontam que, desde o início da campanha, mais de 2,3 milhões de doses já foram distribuídas em todo o país.

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