Ministério da Saúde incorpora medicamentos para clamídia e sífilis no SUS

Ministério da Saúde anuncia a incorporação de dois remédios para prevenir Clamídia e Sífilis; ISTs tem maior incidência em jovens na faixa dos 20 anos

Por Laraelen Oliveira.

O Ministério da Saúde anunciou que irá incorporar dois medicamentos para a prevenção da clamídia e sífilis, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) bacterianas. O produto divulgado foi a Profilaxia Pós-Exposição com o antibiótico doxiclina (DoxiPEP).

Preservativos e testes rápidos disponíveis no SUS são as principais formas de prevenção e diagnóstico precoce das ISTs/Foto: Leonardo Rattes/GovBA

De acordo com as informações da pasta, o doxiciclina 100 mg é usado para evitar novos casos de ISTs e foi expandido após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). O medicamento é a primeira forma de prevenção oral pós-exposição sexual desprotegida contra as doenças.

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Novo medicamento disponibilizado pelo SUS tem intuito de reduzir novos casos de ISTs

Segundo o ministério, a iniciativa tem o objetivo de reduzir a incidência de novas ISTs, principalmente a sífilis adquirida. A doença é considerada como um dos problemas de saúde do país e do mundo.  

Após exposições sexuais desprotegidas, a orientação é de que o paciente utilize dois comprimidos do medicamento para prevenir novos casos de ISTs bacterianas. 

Jovens entre 18 e 29 anos concentram grande parte dos novos casos de ISTs no país/Foto: iStockphoto/Getty Images 

O ministério informou que o tratamento será disponibilizado, inicialmente, para populações com maior vulnerabilidade a essas infecções, incluindo homens cisgênero gays, bissexuais, outros homens que fazem sexo com homens e mulheres transgênero que tiveram um episódio de IST nos últimos doze meses.

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“Essa decisão reflete o compromisso do Governo do Brasil em incorporar tecnologias que tenham eficácia, segurança e impacto comprovados. A DoxiPEP é uma estratégia respaldada por evidências científicas e que pode contribuir para reduzir a incidência de ISTs no país. Nosso objetivo é garantir que as políticas públicas de saúde sejam cada vez mais orientadas para garantir o cuidado qualificado ao paciente do SUS”, afirma a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.

Índices de Clamídia e Sífilis no Brasil

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) continuam sendo um desafio importante para a saúde pública no Brasil. Entre elas, destacam-se a clamídia e a sífilis, ambas causadas por bactérias e transmitidas principalmente por relações sexuais sem proteção. Segundo dados do Ministério da Saúde, a sífilis apresenta altos índices de notificação no país. O Boletim Epidemiológico de Sífilis aponta que, em 2023, foram registrados 242.826 casos de sífilis adquirida, com taxa de detecção de 113,8 casos por 100 mil habitantes. No mesmo período, também foram identificados 86.111 casos de sífilis em gestantes e 25.002 casos de sífilis congênita, forma da doença transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou parto.

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A sífilis tem tratamento simples e gratuito no SUS, principalmente quando diagnosticada cedo/Foto: Reprodução 

Já a clamídia é considerada uma das ISTs mais comuns no mundo, porém sua dimensão real no Brasil é mais difícil de medir porque a doença não possui notificação obrigatória nacional. Mesmo assim, pesquisas epidemiológicas indicam que a prevalência pode variar entre 5,5% e 13% em mulheres não grávidas, podendo chegar a 9,8% a 16,7% em gestantes. Outro fator preocupante é que cerca de 70% a 80% das pessoas infectadas podem não apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico e favorece a transmissão. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância da prevenção, principalmente por meio do uso de preservativos, da realização de exames periódicos e do acesso ao tratamento adequado.

Anvisa autoriza novos medicamentos para diabetes tipo 1, câncer de mama e angioedema

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou novos medicamentos voltados ao tratamento de diabetes tipo 1, câncer de mama e angioedema hereditário. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União.

Entre os medicamentos liberados está o Tzield (teplizumabe), indicado para retardar o desenvolvimento do diabetes tipo 1 no estágio 3 em pacientes a partir de 8 anos que já estejam no estágio 2 da doença. O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune que costuma surgir ainda na infância e pode provocar complicações graves, como problemas cardíacos, renais e oculares.

Consumo de iogurte e saúde intestinal podem contribuir para envelhecimento saudável

Pesquisas científicas têm ampliado o foco sobre a importância do intestino para a saúde geral do organismo. Considerado essencial para o funcionamento do corpo, o órgão está relacionado a diversos processos que vão além da digestão.

Estudos apontam que manter o equilíbrio da microbiota intestinal pode influenciar tanto o desempenho do organismo quanto a forma como as pessoas envelhecem.

O consumo regular de iogurte pode ajudar a equilibrar a microbiota intestinal e melhorar a digestão/Foto: Freepik

Segundo Paulo Cintra, sócio-fundador da Natural Gurt e presidente do Conselho Nacional das Indústrias de Laticínios (CONIL), o aumento do interesse pelo tema reflete mudanças no comportamento alimentar da população.

Uso anual de vermífugo depende do risco de exposição a parasitas

A necessidade de tomar remédio contra vermes todos os anos varia de acordo com o ambiente em que a pessoa vive. De acordo com o médico e pesquisador Alexandre Marra, do Hospital Israelita Albert Einstein, a recomendação depende principalmente do risco de contato com parasitas.

Em locais onde infecções por vermes são mais comuns, é frequente a indicação de uma ou duas desparasitações anuais para crianças. Já entre adultos ou pessoas que vivem em áreas com boas condições de saneamento básico, não há uma orientação universal para o uso periódico desse tipo de medicamento.

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