Após fim da patente do Ozempic, Anvisa avalia oito remédios nacionais com semaglutida

A Anvisa informou, nesta sexta-feira (20), que analisa oito pedidos de medicamentos nacionais que utilizam o mesmo princípio do Ozempic

Por Bruna Castelo Branco.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nesta sexta-feira (20), que analisa oito pedidos de medicamentos nacionais que utilizam o mesmo princípio ativo do Ozempic. Segundo o órgão, os processos estão em fase de verificação para avaliar a eficácia dos produtos.

A análise abre caminho para a entrada no mercado de alternativas nacionais e potencialmente mais baratas ao medicamento, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e que ganhou popularidade também entre pessoas que buscam emagrecimento.

A Anvisa informou, nesta sexta-feira (20), que analisa oito pedidos de medicamentos nacionais que utilizam o mesmo princípio do Ozempic. | Foto: FreePik/Ilustrativa

Entre os pedidos em avaliação, sete medicamentos são de origem sintética e um de origem biológica. De acordo com a Anvisa, os produtos em estágio mais avançado podem chegar ao mercado a partir de junho, caso cumpram todas as exigências regulatórias.

Além desses processos, a agência informou que outros nove pedidos aguardam análise, sendo oito sintéticos e um biológico. No caso dos medicamentos sintéticos, a aplicação pode ocorrer por vias oral, injetável, inalatória ou oftálmica. Já os biológicos têm uso predominantemente injetável, embora também possam existir versões orais.

A análise abre caminho para a entrada no mercado de alternativas nacionais e potencialmente mais baratas ao medicamento. | Foto: FreePik/Ilustrativa

Fim da patente

A patente da semaglutida, princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, expirou nesta sexta-feira (20) no Brasil. Com o fim da exclusividade, outras farmacêuticas passam a poder produzir versões genéricas das chamadas “canetas emagrecedoras”.

A expectativa é de aumento da oferta e redução de preços no mercado. O cenário também pode abrir caminho para a distribuição do medicamento pelo sistema público de saúde.

Por outro lado, especialistas alertam que a maior disponibilidade pode aumentar o risco de uso sem orientação médica, prática que já vinha sendo observada mesmo durante o período de exclusividade da patente.

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