Anvisa manda recolher molho de tomate após achar fragmentos de vidro
A Anvisa determinou o recolhimento de um lote do molho de tomate da marca Mastromauro Granoro após a identificação de fragmentos de vidro
Por Bruna Castelo Branco.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, após a identificação de fragmentos de vidro no produto importado ao Brasil. A medida suspende a comercialização, a distribuição, a importação, a divulgação e o consumo do lote.
De acordo com a Anvisa, a irregularidade foi apontada pelo Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), sistema de alerta rápido da União Europeia que monitora riscos graves relacionados a alimentos e rações. O comunicado indicou a presença de pedaços de vidro no molho de tomate, o que motivou a adoção das medidas sanitárias no país.

A agência informou que a decisão segue a legislação sanitária brasileira, incluindo resoluções e leis voltadas à segurança dos alimentos e à proteção da saúde da população. O recolhimento é classificado como medida preventiva para evitar possíveis riscos aos consumidores.
A Anvisa orienta que consumidores que tenham adquirido o lote citado não utilizem o produto e sigam as recomendações das autoridades sanitárias. Até o momento, não há informações oficiais sobre a quantidade de unidades afetadas.

Outros produtos contaminados
A Anvisa também proibiu a comercialização, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil. As marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, foram suspensas após a decisão que consta na Resolução n° 32/2026, publicada na quarta-feira (7), com caráter preventivo.
De acordo a Anvisa, a ação foi tomada após identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O aviso da possível contaminação foi feita a Nestlé, que está recolhendo os lotes de forma voluntária.
Além disso, na terça-feira, a Agência solicitou o recolhimento de quatro produtos da D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. após a identificação de fungos na superfície dos panetones, com validade até 27 de fevereiro de 2026. A informação foi publicada pelo Correio Braziliense.
No último mês de dezembro, os brasileiros conviveram com outra proibição de consumo de alimento, quando o café, bebida tradicional, teve algumas marcas consideradas impróprias ao consumo.
Segundo o Ministério, o recolhimento dos produtos aconteceu devido a análises laboratoriais que detectam a presença de matérias estranhas e impurezas, como pedras, areia, grãos ou sementes de outras espécies vegetais, galhos e cascas, acima do limite permitido, que é de 1%.
Além das quatro marcas retiradas, outras seis já haviam sido restritas pela Anvisa em 2025, sendo elas a Melissa, Pinto Preto, Oficial do Brasil, Café Câmara, Fellow Criativo (da Cafellow) e Vibe Coffee.
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