Anvisa amplia regras para uso de cannabis medicinal no Brasil

Anvisa aprova novas regras para uso de cannabis medicinal no Brasil

Por Da redação.

Fonte: SBT News

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou nesta quarta-feira (28) o uso de terapias à base de cannabis medicinal no Brasil. A decisão ocorreu em uma reunião pública da Diretoria Colegiada (Dicol). A medida visa cumprir a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de novembro de 2024, que definiu a legalidade da produção para fins exclusivamente medicinais.

Cannabis Medicinal Freepik

A nova regra permite a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica. Antes, apenas fármacos para uso oral e inalatório poderiam ser registrados pela agência.

A resolução aprovada pela agência permite uso de produtos com concentração de THC (tetrahidrocanabinol) acima de 0,2% para o tratamento de pacientes portadores de doenças debilitantes graves. A regra anterior restringia essas terapias a pacientes em cuidados paliativos ou com condições clínicas irreversíveis e terminais.

O plano de monitoramento traz a definição de indicadores e requisitos de controle de qualidade, bem como a rastreabilidade dos insumos e produtos até a dispensação aos pacientes. Haverá apoio de laboratórios públicos ou privados no processo de produção.

 

A ampliação impacta principalmente o mercado dos produtos registrados no Brasil. Desde o ano passado, 33 produtos à base de canabidiol (CBD) e 16 extratos de cannabis são autorizados para venda no país. Outros tratamentos são obtidos por meio da importação, no caso de pacientes com prescrição médica.

Cannabis

Histórico da regulação de cannabis pela Anvisa

  • 2014: Anvisa concede primeira autorização para importação de produto de cannabis;
  • 2015: Anvisa publica o primeiro ato normativo para autorizar a importação excepcional de produtos à base de cannabis medicinal;
  • 2017: aprovado o primeiro registro no Brasil de medicamento feito à base de cannabis;
  • 2019: autorização da Anvisa para a comercialização de produtos em farmácias e drogarias.

A agência ainda deve avaliar na mesma reunião três resoluções que permitem o plantio da maconha no Brasil para a produção de medicamentos e pesquisa.

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