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11/05/2023 18h08 | Atualizado em 11/05/2023 18h59

O que é e por que ocorre o parto empelicado? Aratu On explica

Considerado raro, estima-se que apenas um em cada 80 mil bebês nasça dessa forma

O que é e por que ocorre o parto empelicado? Aratu On explica Foto: A mineira Paula Beltrão ganhou o "Oscar" da fotografia com a imagem acima
Juana Castro

Recentemente, fotos de bebês nascendo envoltos por uma bolsa líquida ganharam a internet. A mineira Paula Beltrão, inclusive, ganhou o “Oscar” da fotografia, este ano, com uma imagem assim. Chamado de “parto empelicado”, estima-se que apenas um em cada 80 mil bebês nasça dessa forma – de acordo com o Instituto Nascer -, tornando a situação bastante rara.

Mas você sabe o que é e por que acontece o parto empelicado? Para saber mais sobre o assunto, o Aratu On conversou com o médico obstetra da Clínica de Saúde e Imagem (CSI), Dr. Vinicius Pereira, e explica para você.

“O parto empelicado ocorre quando o bebê nasce envolto na bolsa amniótica. Ou seja, quando as membranas que formam essa bolsa não se rompem durante o trabalho de parto”, explica o profissional, acrescentando que não há formas de prever quando isso vai acontecer, mas é um evento considerado raro. “Além da dificuldade natural da bolsa passar inteira, ainda há a possibilidade de o médico rompê-la durante do trabaho de parto, até para tentar melhorar as contrações”, disse.

De acordo com o médico, esse tipo de parto não oferece riscos maiores à mãe ou ao bebê. Pelo contrário, pode diminuir, por exemplo, a chance de transmissão de doenças infectocontagiosas, já que há menos contato com o sangue materno. Também parece diminuir traumas e pequenos hematomas sofridos pelo bebê durante o trabalho de parto.

“Porém, esses benefícios não têm significados clínicos tão importantes, já que, por exemplo, durante o pré-natal, a gente já faz o diagnóstico dessas doenças infectocontagiosas e, durante o parto, toma medidas já para evitar a possibilidade de uma transmissão vertical”, destaca Dr. Vinícius.

Ele pontua, ainda, que a chance de ocorrer um parto empelicado é maior em bebês prematuros, ou menores, justamente pelo próprio tamanho, que possibilita a passagem facilitada da bolsa amniótica.

Bebê empelicado em Salvador

Bernardo, gêmeo soteropolitano que nasceu empelicado | Foto: Renata Casali

Bernardo, gêmeo soteropolitano que nasceu empelicado | Foto: Renata Casali

No dia 1º de maio, a administradora Jaqueline Oliveira, de 43 anos, deu à luz os gêmeos Bernardo e Rafael, no Hospital Português, em Salvador. O primeiro nasceu empelicado, mesmo com 3,5 Kg, e encantou a todos na sala de parto. O momento foi registrado pela fotógrafa Renata Casali (@renatacasalifotografia).

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