Lula ou Flávio Bolsonaro? Búzios e tarô revelam previsões surpreendentes para o segundo turno das Eleições 2026
Às vésperas do segundo turno, pai de santo e tarólogo apresentam suas leituras sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro e os possíveis rumos da eleição presidencial
Quando o assunto é o futuro do país, nem só de pesquisas eleitorais vive a expectativa dos brasileiros. À medida que se aproxima o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), outras formas de interpretar os possíveis rumos da disputa presidencial também despertam interesse.
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Enquanto o cenário eleitoral mobiliza eleitores e apoiadores às vésperas do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25), as práticas espirituais também oferecem outras perspectivas sobre a corrida presidencial. De um lado, o pai de santo Elson Sena realiza uma consulta aos búzios; do outro, o tarólogo e numerólogo Gledson Lima utiliza as cartas para interpretar os possíveis rumos do resultado das Eleições 2026.
Embora partam de tradições diferentes e apresentem particularidades em suas leituras, os dois especialistas convergem para um cenário de disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula. Segundo suas interpretações, os apoiadores de ambos os candidatos devem acompanhar uma apuração apertada entre os concorrentes.
Observação: O Aratu On consultou os dois profissionais para conhecer as interpretações do cenário político-eleitoral a partir de diferentes tradições espirituais. A proposta é apresentar as leituras do pai de santo e do tarólogo, respeitando as particularidades de cada prática e sem tratar suas interpretações como certezas sobre o resultado das urnas.
O que dizem os búzios?

Em dezembro de 2025, antes de as eleições de 2026 dominarem o debate público e entrarem nas conversas entre amigos, o babalorixá Elson Sena já havia consultado os búzios para interpretar os caminhos do pleito. Na ocasião, segundo ele, a leitura indicava que o país enfrentaria uma desavença marcada por tensões que começariam cedo.
A possibilidade de uma corrida eleitoral acirrada já aparecia naquela consulta, realizada cerca de um ano antes. Na interpretação de Elson, seria uma disputa "diferente de alguns anos e que a guerra seria até o final".
Na consulta mais recente, realizada nesta terça-feira (20), uma nova perspectiva surgiu na leitura dos búzios. O desfecho da eleição ainda poderia depender de eleitores que, até então, demonstravam convicção sobre o voto. Segundo pai Elson, os oráculos indicam que, mesmo na reta final, decisões podem mudar. "Aqueles que estão bem certos do que querem são capazes de, em um último momento, fazer a mudança", afirmou.
Na interpretação do pai de santo, a leitura apresenta uma tendência favorável à vitória de Lula, em relação a Flávio Bolsonaro. Ainda assim, Pai Elson ressalta que não é possível cravar um resultado.
"Vi cabeças ainda pensantes e que poderiam estar na vulnerabilidade, então isso nos deixaria ainda muito inseguros em afirmar fielmente que seria Lula ou Flávio Bolsonaro", disse.
Elson também identifica diferenças entre a consulta realizada em dezembro e a mais recente, às vésperas do segundo turno. Segundo ele, a leitura anterior apontava uma conexão entre os dois candidatos, cuja natureza ainda não estava clara.
"Havia um entrelaço entre os candidatos. Eu não sei se isso chamaria de um acordo ou de uma percepção e que houvesse entre eles e isso poderia estar desenhando justamente o próximo presidente".
Nas cartas, outros caminhos para a disputa
Se os búzios oferecem uma leitura a partir de uma tradição de matriz africana, o tarô apresenta outra forma de interpretar os caminhos e os desafios de cada candidato. Para o tarólogo e numerólogo Gledson Lima, os Arcanos Maiores — conjunto de 22 cartas que simbolizam diferentes etapas e experiências da trajetória humana — ajudam a interpretar os ciclos vividos pelos presidenciáveis.
Segundo Gledson, cada pessoa pode ser representada por uma carta regente em determinado ano, que simboliza tendências e questões a serem enfrentadas ao longo do período. Na leitura do tarólogo, esse princípio também se aplica aos candidatos.
Aos 45 anos, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é representado pela carta do Louco em 2026. Na interpretação apresentada por Gledson, o arcano simboliza o encerramento de um ciclo e a possibilidade de iniciar uma nova etapa.

"Flávio está no final dessa linha, isso já representa que o ano que vem ele vai ser regido pela carta número 5, que é carta do Papa".
Mas o que essa combinação representa na prática? Para o tarólogo, enquanto o Louco simboliza o fim de um percurso, o Papa representa o começo de uma nova fase. "O Louco ele é o final de um caminho e o Papa ele é o recomeço, ele é como uma como se fosse um reinício mesmo".
Gledson aponta possibilidades de prosperidade para Flávio, caso ele avance para uma nova etapa política. "Isso indica muitas possibilidades dele ganhar porque é como se ele chegasse num final de caminhada até aqui enquanto senador e virando presidente ele já começa uma nova fase, não só para ele, mas inclusive para família dele", explica o tarólogo.
A carta do Louco, no entanto, também exige atenção. Segundo Gledson, o arcano pode representar comportamentos impulsivos ou falta de responsabilidade, aspectos que, em sua avaliação, precisariam ser observados pelo senador.
"Ele tem que tomar cuidado com isso, ele precisa mostrar mais seriedade. Se ele for mais firme vai ser positivo".
Lula já estaria em um novo ciclo

Na leitura de Gledson, o presidente Lula, de 80 anos, que disputa a reeleição, é regido pela carta do Papa em 2026, o mesmo arcano que, segundo o tarólogo, regerá Flávio Bolsonaro no ano seguinte. A diferença estaria no momento de cada trajetória. Enquanto o senador se aproximaria do encerramento de um ciclo, Lula já estaria vivendo uma fase de renovação.
Ao relacionar as cartas ao cenário eleitoral, Gledson associa essa diferença de etapas ao acirramento da sucessão presidencial entre os candidatos.
Para 2027, a carta que representa Lula é Os Enamorados, o Arcano Maior de número 6. A carta está associada a escolhas, decisões e à necessidade de avaliar os caminhos disponíveis, considerando também as renúncias que acompanham cada decisão.
O próximo ciclo exigiria reflexão sobre os rumos a seguir, a partir da perspectiva de Gledson. "Esse Enamorado do ano que vem vai entender os caminhos que ele tem para seguir".

Além das cartas que representam o ano, os candidatos também podem ser associados a outros arcanos, relacionados a períodos mais curtos. Segundo o cartomante, cada pessoa pode ter de cinco a seis cartas ao longo do ano, que ajudam a interpretar diferentes momentos da trajetória.
Flávio também é representado pela carta do Eremita, enquanto Lula aparece associado ao Pendurado. Para o senador, o Eremita simboliza introspecção, prudência e a busca por respostas antes de agir. "Eremita ele tem essa coisa de ficar quieto para receber as coisas, falar só quando precisa".
Já a carta do Pendurado, atribuída a Lula, está relacionada à observação, à espera e à análise de uma situação antes de tomar decisões. Na explicação de Gledson, esse arcano representa um momento de pausa estratégica.
Ao relacionar essa simbologia ao páreo, o cartomante associa o momento de Lula à necessidade de observar o cenário e agir de maneira calculada.
"Então, neste momento do Lula, a estratégia é ser bem sistemático, ser bem burocrático, ele assim, é como os dois, os dois estão jogando, jogando xadrez, nós estamos agora num jogo de xadrez".
Brasil pós-eleições: o que esperar do próximo ciclo?
Além das interpretações sobre os candidatos, a consulta aos búzios também foi direcionada aos possíveis caminhos do país após as eleições. Segundo o pai de santo Elson Sena, o oráculo apresentou a ideia de aventura, associada a um período de desafios e obstáculos para o desenvolvimento nacional.
Na leitura de Elson, o cenário exigiria atenção mesmo após a definição do resultado das urnas. "Ainda não é positiva, mostra um caminho que até meado do segundo ano (2028), ainda vai haver algo emperrando o crescimento e o desenvolvimento".
O babalorixá também destaca que o período posterior à eleição pode ser delicado, com a presença de algumas "pressões". A interpretação, segundo ele, aponta para desafios que podem continuar repercutindo no país nos anos seguintes.
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