Dia de Iemanjá: Rainha do Mar é celebrada nesta segunda em Salvador

Neste ano de 2026, a Festa de Iemanjá chega ao 104º aniversário, reunindo fiéis, moradores e turistas no bairro do Rio Vermelho

Por Dinaldo dos Santos.

Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, Salvador reverencia Iemanjá, considerada a Rainha do Mar nas tradições afro-brasileiras, em uma das festas religiosas mais emblemáticas do calendário cultural do país.

Festa de Iemanja. Foto: Ilustração | Jefferson Peixoto/Secom-PMS

Neste ano de 2026, a comemoração chega ao 104º aniversário, reunindo fiéis, moradores e turistas no bairro do Rio Vermelho para uma programação que mistura devoção, cultura e celebração popular.

A festividade oficial teve início ainda na madrugada desta segunda-feira, com a tradicional entrega de oferendas e rituais que remontam a práticas religiosas de matrizes africanas. Devotos vestidos de azul e branco devem ocupar as areias e ruas do bairro para homenagear a Mãe d’Água, renovar pedidos e comemorar graças alcançadas ao longo do ano.

A celebração, que já teve seu caráter ampliado ao longo dos anos, também gerou uma vasta programação na véspera, movimentando bares, espaços culturais e eventos por toda a Salvador. Desde a 1ª Lavagem da Ceasinha até shows e encontros literários e musicais, moradores e visitantes puderam se envolver com diferentes manifestações que antecedem o dia principal da festa.

A dimensão da Festa de Iemanjá é considerada uma das maiores manifestações públicas ligadas ao candomblé e às expressões culturais afro-brasileiras na Bahia, misturando espiritualidade popular, tradição de pescadores e um profundo componente identitário para a população local e devotos oriundos de outras partes do Brasil.

Festa De Iemanjá. Foto: Lucas Moura | Secom/PMS

Para garantir que o evento, que tradicionalmente atrai cerca de um milhão de pessoas, transcorra com segurança, as autoridades públicas montaram um esquema especial de policiamento e monitoramento no Rio Vermelho. A estrutura inclui efetivo reforçado, patrulhas e pontos de controle e acompanhamento contínuo do fluxo de público.

Festa de Iemanjá

Tombada em 2020 como Patrimônio Cultural de Salvador, a festa é celebrada no Rio Vermelho desde 1924, segundo o Babalorixá Indarê Sá dos Santos, do terreiro do Obatayó, em Cajazeiras. Ele afirma que relatos orais indicam que o culto ocorre desde o século XIX. O historiador Murilo Mello destaca que registros do intelectual Manoel Querino já apontavam, naquele período, grandes concentrações de pessoas para cultuar Iemanjá na capital baiana.

Não há, no entanto, uma versão única sobre o local dos cultos antes da popularização da festa do Rio Vermelho, a principal da capital baiana em homenagem a Iemanjá atualmente. "Os filhos de santo e os pais de santos cultuavam a Mãe D'Água atrás do Forte São Bartholomeu, atrás da Ponta do Humaitá" , diz Murilo. Com o tempo, segundo o historiador, ganhou força o festejo em homenagem ao orixá no bairro de Itapuã. Já o babalorixá afirma que, em Salvador, as homenagens ao orixá começaram a ser feitas no Dique do Tororó.

LEIA MAIS: Festa de Iemanjá: confira a programação dos 104 anos da festa

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