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Tem dinheiro em bets? Governo envia alerta por WhatsApp e orienta apostadores sobre prazo

O governo federal começou a enviar, pelo WhatsApp oficial de comunicação, alertas sobre a Medida Provisória (MP) que proíbe as bets

Por Bruna Castelo Branco.

O governo federal começou a enviar, pelo WhatsApp oficial de comunicação, alertas sobre a Medida Provisória (MP) que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa, as chamadas bets, no Brasil. A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sexta-feira (25).

A mensagem informa aos apostadores os prazos para retirar valores que ainda estejam disponíveis nas plataformas. Quem não fizer o saque voluntariamente até 5 de outubro terá o saldo devolvido pelas instituições financeiras entre 9 e 14 de outubro, conforme o cronograma estabelecido pela MP. Os sites e aplicativos deverão sair do ar a partir de 6 de outubro.

O comunicado enviado pelo governo diz:

“Olá, [NOME]. Informamos que foi publicada a Medida Provisória que proíbe bets no Brasil. Se você tem dinheiro em sites ou aplicativos de apostas, retire o valor até segunda-feira, 05/10. Se você não puder fazer a retirada até essa data, as bets devolverão o seu dinheiro, por meio dos bancos, até 14/10. Deseja continuar recebendo mensagens deste tema? Sim | Não”.

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O governo federal começou a enviar, pelo WhatsApp oficial de comunicação, alertas sobre a Medida Provisória (MP) que proíbe as bets. | Foto: SBT News

O usuário que receber o aviso também pode escolher se deseja continuar recebendo mensagens sobre o tema.

O que muda para os apostadores

Com a publicação da MP, as plataformas ficaram impedidas de receber novos depósitos. Os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis.

A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos deverão sair do ar. Entre os dias 7 e 8, as empresas deverão informar às instituições financeiras os valores que permanecerem nas contas dos usuários, vinculados aos respectivos CPFs.

A devolução dos saldos será realizada pelos bancos entre 9 e 14 de outubro. Caso exista algum impedimento para o pagamento, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar a devolução a partir de 14 de outubro.

Proibição das bets no Brasil

A MP assinada por Lula proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional. A medida alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online e também as autorizações e concessões estaduais e distritais.

As empresas autorizadas a operar no país têm até 5 de outubro para retirar materiais publicitários e de patrocínio veiculados em meios físicos e em publicidade exterior. A medida não atinge outras modalidades de loterias já autorizadas por lei.

Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, no domingo (27), Lula afirmou que decidiu pela proibição após a tentativa de regulamentação do setor. O presidente declarou que tomou a decisão “antes que as bets acabem com o Brasil”.

“Desde que a gente entrou nesse país, na governança, a gente está tentando. Eu avisei que iríamos tentar regulamentar as bets e, se não desse certo, eu iria fechar as bets. Foi regulamentado, mas não deu certo”.

A MP assinada por Lula proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional. | Foto: Senado Federal

Associações acionam STF contra medida

Na segunda-feira (28), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a suspensão da medida provisória. As entidades argumentam que a decisão foi abrupta e provocou prejuízos às empresas que haviam investido no mercado após a regulamentação.

O pedido foi apresentado ao ministro Luiz Fux, relator de ações que questionam no STF a legislação que regulamentou as apostas de quota fixa. A AGU pediu ao ministro prazo de pelo menos 72 horas para se manifestar antes de uma eventual decisão.

AGU cobra R$ 1 bilhão de empresas

Também na segunda-feira (28), a Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou uma ação civil pública contra 17 empresas de apostas online e cobra indenização de, no mínimo, R$ 1 bilhão por danos morais coletivos, além do ressarcimento de despesas relacionadas aos impactos das apostas no Sistema Único de Saúde (SUS).

O governo também intensificou a fiscalização contra plataformas que continuarem operando de forma irregular. Segundo a Agência Brasil, mais de 500 sites foram derrubados em dois dias após a entrada em vigor da MP.

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