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Prefeito de Camaçari nega que chineses estejam tomando empregos na BYD

Luiz Caetano afirma que limite de trabalhadores estrangeiros não foi atingido e diz que maioria dos empregos na BYD é ocupada por moradores de Camaçari

Por João Tramm.

O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), negou que trabalhadores chineses estejam ocupando a maior parte das vagas disponíveis na fábrica da montadora instalada no município. Em entrevista ao programa Linha de Frente, da Antena 1, o gestor afirmou que o limite previsto para a contratação de estrangeiros não foi alcançado e destacou a participação de trabalhadores locais nos empregos na BYD.

Segundo Caetano, existe um protocolo que permite que até 30% dos funcionários de uma empresa sejam provenientes do país de origem da companhia. De acordo com o prefeito, porém, esse percentual ainda não foi atingido na unidade de Camaçari.

“Tem um protocolo que é permitido no máximo 30% dos trabalhadores da empresa do país de origem, o que ainda não aconteceu em Camaçari, não chegou a 30% (...) a maioria dos empregos lá hoje são de Camaçari.”

A fábrica da empresa foi inaugurada em outubro de 2025, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Prefeito de Camaçari nega que chineses estejam tomando empregos na BYD

Empregos na BYD representam 7 mil contratações, diz prefeito

Além de abordar a participação de trabalhadores estrangeiros, o prefeito de Camaçari apresentou números relacionados aos empregos na BYD e ao mercado de trabalho formal do município.

De acordo com Luiz Caetano, mais de 13 mil trabalhadores foram contratados com carteira assinada em Camaçari desde o ano passado. Desse total, aproximadamente 7 mil teriam sido contratados pela BYD e outros 6 mil por diferentes empresas instaladas na cidade.

“Do ano passado até agora, mais de 13.000 trabalhadores foram empregados em Camaçari com carteira assinada: desses, 7.000 na BYD e 6.000 nas outras empresas.”

BYD e mercado de trabalho após saída da Ford

Durante a entrevista, Caetano também relacionou os empregos na BYD ao processo de transformação do setor industrial de Camaçari após o encerramento das atividades da Ford.

A montadora norte-americana deixou o município em 2021, após anunciar o fim da produção de veículos no Brasil. Desde então, a área do antigo complexo industrial passou por mudanças com a chegada de novos empreendimentos.

“A Ford foi embora do município e deu um prejuízo muito grande, mas nós conseguimos trazer a BYD e hoje temos um polo diversificado com energia solar, eólica, plástico e até planta de hidrogênio verde.”

Entregas em Camaçari

A possível ampliação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador até Camaçari, na Região Metropolitana, deverá exigir uma série de adequações na infraestrutura do município. A inclusão do projeto no novo Plano de Mobilidade da Região Metropolitana, no início de agosto, também fez com que a expansão do modal passasse a integrar propostas de candidatos ao Governo do Estado para as eleições de 2026.

Anteriormente, outro planejamento previa a chegada do VLT a municípios como Simões Filho e Candeias. Em Camaçari, segundo o prefeito Luiz Caetano (PT), a implantação do modal deverá exigir a adaptação da linha férrea já existente, além da construção de uma estação central e da preparação do entorno dos bairros que serão atendidos pelo transporte.

“A própria linha [de trem] que já tem em Camaçari precisará ser modificada. Então, tem que modificar, fazer uma estação dentro da cidade, ou seja, preparar ali também o entorno dos bairros por onde vai passar o VLT. Nós estamos no projeto, em uma perspectiva e um desafio de modernização na cidade, de transformar Camaçari em uma cidade digital, uma cidade inteligente”, disse Caetano em entrevista ao Aratu On.

Assista ao programa completo:

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