Prefeita de Lauro cobra rigor após prisão de vereador por suspeita de agredir mulher
O vereador foi preso na última sexta-feira (27), em flagrante por suspeita de agredir uma mulher, apontada como sua ex-companheira
Por Victor Souza.
A prefeita de Lauro de Freitas, Debora Regis (União), se posicionou sobre o caso envolvendo o presidente da Câmara Municipal, João Raimundo Damacena dos Santos, conhecido como Juca (PSDB). O vereador foi preso na última sexta-feira (27), em flagrante por suspeita de agredir uma mulher, apontada como sua ex-companheira.

O episódio foi registrado em um estabelecimento comercial no bairro da Pituba, em Salvador. Em uma publicação nas redes sociais, a prefeita disse que repudia qualquer tipo de violência contra a mulher. Ela declarou solidariedade à vítima e afirmou que o caso deve ser investigado com rigor pelas autoridades competentes.
“Diante dos fatos envolvendo o presidente da Câmara, reafirmo, como mulher, prefeita e gestora pública, meu compromisso com a defesa das mulheres e o combate a toda forma de violência. O caso será apurado pelas autoridades competentes, com respeito ao devido processo legal. Minha posição é clara: respeito às instituições, respeito à Justiça e tolerância zero à violência contra a mulher. Me solidarizo com a vítima e espero que os fatos sejam apurados com o rigor da lei", afirmou a prefeita em comunicado nas redes sociais”, afirmou a gestora.
Relembre o caso de vereador preso por agredir mulher
Juca foi preso na sexta-feira (26) após ser acusado de agredir a ex-companheira. A ocorrência foi registrada na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), na Casa da Mulher Brasileira. De acordo com informações preliminares, o vereador teria esganado a mulher durante uma discussão. Um magistrado que estava no estabelecimento teria presenciado a situação e acionado a Polícia Militar.
Após a prisão, o vereador foi conduzido à Casa da Mulher Brasileira. Em nota, a Polícia Civil informou que foram expedidas guias para exames de lesão corporal e que diligências e oitivas seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso.
Além disso, segundo informações da ocorrência, o vereador também resistiu à prisão e desacatou policiais militares da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) que atenderam ao chamado. Ele permanece custodiado à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia neste domingo (28), quando será definida a manutenção ou não da prisão.
Defesa nega agressão
A assessoria de Juca afirmou, por meio de nota, que "não houve qualquer tipo de agressão contra a mulher".
Segundo a defesa, o vereador participava de uma reunião com sua advogada e, em razão de divergências profissionais, ambos se envolveram em uma discussão. A nota acrescenta que o episódio está sendo esclarecido perante as autoridades competentes.
No posicionamento, o edil também afirma ser contrário a toda forma de violência, especialmente contra as mulheres, e reafirma seu "compromisso, tanto como cidadão quanto como parlamentar, no combate a esse tipo de crime".

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