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Cientista político aponta peso do lulismo na Bahia como desafio de ACM Neto

O peso do lulismo na Bahia impõe à oposição o desafio de conquistar parte do eleitorado ligado ao petista, afirma Cláudio André

Por João Tramm.

O peso do lulismo deve ser um dos fatores determinantes para a disputa pelo Palácio de Ondina nas eleições de 2026. A avaliação é do cientista político Cláudio André, que, em entrevista ao programa Linha de Frente, afirmou que a força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia levou o governo federal a concentrar investimentos políticos e administrativos no estado.

Na percepção do especialista, este fator obriga a oposição, liderada por ACM Neto (União Brasil), a buscar votos entre os eleitores lulistas.

Peso do lulismo fortalece estratégia do governo federal na Bahia

Na avaliação de Cláudio André, a Bahia se consolidou como um dos principais pilares da sustentação eleitoral do governo federal. Para o cientista político, a força do chamado "lulismo" no estado é resultado tanto da identificação histórica do eleitorado nordestino com o presidente quanto de uma estratégia política construída pelo Palácio do Planalto.

"O fenômeno do lulismo consegue ter maior aderência na construção de ciclos políticos, em especial no Nordeste. O presidente Lula entendeu que a força eleitoral que ele teria em 2026 dependeria da Bahia", explicou.

De acordo com o analista, essa percepção levou o governo federal a intensificar investimentos políticos e administrativos no estado, ampliando a presença de ações e programas federais.

"O governo passou a construir políticas públicas, ações governamentais, projetos e agendas na Bahia e a dar visibilidade a personagens baianos colocados no primeiro escalão", destacou.

ACM Neto precisa conquistar eleitor lulista

Ao analisar o cenário da oposição, Cláudio André afirmou que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), enfrenta o desafio de ampliar sua base eleitoral para além do público tradicionalmente alinhado ao grupo político que representa.

Para o cientista político, uma eventual vitória na disputa pelo governo passa, necessariamente, pela conquista de parte do eleitorado que hoje apoia o presidente Lula.

"Para ACM Neto se tornar governador, por exemplo, ele inevitavelmente terá que seduzir o eleitorado lulista. Não há outra saída", afirmou.

Na avaliação do especialista, o cenário eleitoral baiano continua fortemente influenciado pela política nacional, o que torna a capacidade de diálogo com diferentes segmentos do eleitorado um fator determinante para os principais concorrentes ao Palácio de Ondina.

ACM Neto 

A série de sabatinas promovida pela TV Aratu com os candidatos ao Governo da Bahia começa nesta segunda-feira (3), às 13h, tendo como primeiro entrevistado ACM Neto (União Brasil). A transmissão será ao vivo, logo após o programa Alô Juca, dentro da cobertura especial da emissora para as eleições de 2026.

A sabatina será aberta com uma pergunta do mediador. Na sequência, os jornalistas convidados farão questionamentos sobre temas considerados de interesse da população baiana. Ao final, ACM Neto terá dois minutos para as considerações finais.

O ex-prefeito de Salvador teve sua candidatura oficializada em 22 de julho, durante a convenção partidária do seu partido. 

Cientista político aponta peso do lulismo e desafio de ACM Neto pelo governo

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