Olívia Santana atribui morte de capitão da PM à política armamentista
Caso ocorreu no dia do Bonfim e repercute na política: Olívia Santana atribui morte de capitão da PM à política armamentista
Por João Tramm.
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), comentou, nesta sexta-feira (16), sobre a morte do capitão da Polícia Militar Osniésio Pereira Salomão, ocorrida no dia da Lavagem do Bonfim. Olívia Santana atribui morte de capitão da PM à política armamentista.
Durante entrevista ao Aratu On, a comunista opinou que o caso foi é reflexo da banalização da violência e do incentivo à proliferação de armas no país. Para a parlamentar, o episódio contrasta com o significado simbólico da festa, tradicionalmente associada à fé e à busca pela paz.

Olívia Santana atribui morte de capitão da PM à política armamentista
Ao comentar o episódio, Olívia Santana afirmou que o país viveu, nos últimos anos, um estímulo à cultura da violência. “Essa banalização que a gente vê da violência, a gente viu durante quatro anos nesse país esse fomento a essa ideia perigosa, e é que a gente colhe os piores resultados”, declarou.
A deputada destacou que a Lavagem do Bonfim carrega um forte apelo simbólico pela paz. “A festa do Bonfim é marcada pelo símbolo da paz. Aquele cortejo, todo mundo de branco, todo mundo indo pedir paz. Então é muito triste a violência”, disse. Ela também manifestou solidariedade à família do policial morto. “Quero me solidarizar com a família desse policial, que perdeu sua vida de forma tão dramática.”
Para Olívia, a violência está ligada a fatores estruturais, como desigualdade social e disseminação de armas. “Nós vivemos uma terrível armadilha social, muito produzida pela alta concentração de renda no Brasil. Quanto mais amplia-se a miséria e a pobreza, mais cresce essa cultura do vale tudo e da proliferação de armas, de que todo mundo tem que ter arma”, avaliou.
A parlamentar defendeu a união entre poder público e sociedade civil. “Nós temos que nos unir: governo do Estado, Legislativo, mas também as igrejas, as religiões, os partidos políticos, todo mundo, no sentido de buscar disseminar uma cultura de valorização da vida. A vida é o nosso bem maior, é o limite que não deve ser ultrapassado”, afirmou, ressaltando a importância de políticas públicas voltadas à proteção das famílias na Bahia.
O crime aconteceu na noite desta quinta-feira (15), na Avenida Contorno, em Salvador, após uma tentativa de assalto. Segundo informações, o capitão, lotado na 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Periperi), teria reagido à abordagem e foi atingido por disparos de arma de fogo. A troca de tiros foi registrada por um motorista de aplicativo que passava pelo local.
Um dos suspeitos, identificado como Vitor Souza da Silva, conhecido como “Índio”, também morreu durante a ação. Ele possuía passagens pela polícia e já havia sido custodiado no Conjunto Penal de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
Cultura e revitalização do Centro Histórico
Presente no ato, Olívia Santana comentou a entrega de um novo equipamento cultural no Centro Histórico de Salvador. A deputada é presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa da Bahia e lembrou sua relação pessoal com o local.
“Para mim tem um gosto ainda mais especial, porque nos anos 90 eu trabalhei no Liceu de Artes e Ofícios. Eu vivi muito esse palacete e foi muito triste quando fechou. Foi doloroso. E agora a gente vê o renascimento desse ambiente, que foi um espaço de formação de jovens”, afirmou.
O espaço vai abrigar o futuro Centro Cultural da Caixa, que, segundo a deputada, será o maior do Brasil, com investimento superior a R$ 80 milhões. “A Bahia está recebendo um grande presente em 2026, não só para o nosso estado, mas para todo o país. Viva a cultura”, declarou. Ela também parabenizou o governador Jerônimo Rodrigues, a ministra Margareth Menezes e o presidente Lula pela iniciativa.
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