Muito além do trem: nova estação de metrô no Campo Grande terá restaurantes, passarela e elevador panorâmico
Em entrevista a TV Aratu, secretário da Casa Civil revela detalhes da obra e diz que estração do metrô no Campo Grande contará também com área comercial
Por João Tramm.
A futura Estação do metrô no Campo Grande terá uma estrutura que vai além do atendimento aos passageiros. O projeto prevê lojas, restaurantes e um estacionamento subterrâneo com capacidade para 190 veículos, além de intervenções urbanas no entorno da estação. A informação é do secretário da Casa Civil, Eracy de Lafuente, em entrevista ao programa Linha de Frente, da TV Aratu.
Ao todo, 160 estacas rotativas já foram executadas em um período de 45 dias de obras, enquanto as equipes trabalham na montagem das estruturas necessárias para a próxima fase da obra.
Para a implantação do equipamento e o avanço das obras do túnel, o Governo da Bahia informa ter investido R$ 30 milhões em desapropriações na região. Outros R$ 30 milhões foram destinados a medições físicas e financeiras relacionadas ao projeto.
As obras contam ainda com três poços verticais de apoio: São Raimundo, Campo Grande e Santa Rita. Este último já ultrapassou seis metros de profundidade e possui 170 estacas de concreto cravadas.
Assista ao programa Linha de Frente:
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Estação do metrô no Campo Grande terá área comercial
A estrutura prevista para a Estação Campo Grande inclui espaços destinados a lojas e restaurantes. A ideia é integrar o novo equipamento à movimentação já existente na região, que concentra pontos culturais e turísticos, como o Teatro Castro Alves.
Eracy Lafuente, citou ainda a possibilidade de utilização desses espaços por pessoas que frequentam o TCA e outros equipamentos do entorno: “Vai ter lojas e restaurantes ali para que a gente possa dotar aquilo com vida, incrementando a gastronomia”, afirmou.
O projeto também prevê um estacionamento subterrâneo com 190 vagas. A estrutura deverá atender usuários do sistema metroviário e contribuir para a organização do fluxo de veículos na região.
Obras devem alcançar vias no entorno
Além da construção da estação, o projeto de expansão prevê intervenções em um raio de aproximadamente oito quilômetros. Entre os locais incluídos estão as avenidas Carlos Gomes e Araújo Pinho, que deverão receber melhorias em passeios, paisagismo e arborização.
Também está prevista a construção de uma passarela para conectar o Campo Grande à Graça e ao Vale do Canela. A estrutura será destinada principalmente à circulação de pedestres e deverá contemplar também meios de transporte não motorizados, como bicicletas, skates e patinetes.
Outra intervenção planejada é um elevador panorâmico na região dos Aflitos e da Gamboa, criando uma ligação entre a parte alta e a área próxima à praia.
O projeto prevê ainda recursos tecnológicos para monitoramento da área próxima à estação. Entre os equipamentos estão câmeras, totens de comunicação e quatro drones destinados à fiscalização. A proposta é utilizar os dispositivos para acompanhar a movimentação e identificar situações que possam demandar intervenção das equipes responsáveis pela segurança e pelo funcionamento do espaço.
As intervenções urbanas foram incluídas na modelagem da expansão do sistema metroviário como um aditivo de meta física. O projeto recebeu aval do Ministério das Cidades e está em fase de análise técnica pela Caixa Econômica Federal.
Paralelamente, o avanço das obras depende da conclusão de licenças e estudos arqueológicos junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Metrô até o Campo Grande
O ínicio da demolição da estrutura da antiga Cruz Vermelha foi feito iniciada no final de junho, bairro do Campo Grande. Esta etapa marcou o começo da fase concreta das obras da estação de metrô do Campo Grande. O espaço onde funcionava o antigo prédio será transformado no novo terminal, que vai ampliar a rede metroviária da capital baiana.
Um investimento de R$ 200 milhões será realizado no entorno da estação do Campo Grande, do metrô de Salvador, visando a viabilização de um projeto arquitetônico, baseado no formato de cidade inteligente, com foco em urbanização, segurança e acessibilidade. O intuito é revitalizar a região para receber o novo modal.
A estação do metrô do Campo Grande será construída em um conjunto arquitetônico com casarões antigos, próximo ao Teatro Castro Alves.

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