Após vídeo racista, Donald Trump diz que não vai pedir desculpas
O vídeo racista teve ampla repercussão e gerou críticas, inclusive de líderes do Partido Republicano, que pediram um pedido de desculpas do presidente
Por Dinaldo dos Santos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não viu o trecho racista do vídeo que publicou em seu perfil em uma rede social, no qual o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama são retratados como macacos. Apesar de condenar o conteúdo, Trump disse que não pedirá desculpas.

Questionado por jornalistas ao embarcar no avião presidencial, Trump declarou que analisou apenas o início do vídeo e que não cometeu erro ao publicá-lo. Segundo ele, “provavelmente” ninguém de sua equipe assistiu ao material até o final.
A postagem teve ampla repercussão e gerou críticas, inclusive de líderes do Partido Republicano, que pediram um pedido de desculpas do presidente. Após a reação negativa, o vídeo foi apagado.
A imagem com teor racista aparece por cerca de dois segundos no final de um vídeo de aproximadamente um minuto, que reúne teorias da conspiração sobre supostas fraudes nas eleições de 2020 — denúncias já desmentidas. Naquele pleito, Trump foi derrotado pelo democrata Joe Biden e não reconheceu o resultado.
Trump recebe prêmio da Fifa
Apesar das declarações polêmicas, Donald Trump foi agraciado com o “Prêmio da Paz — Futebol une o mundo”, durante a cerimônia do sorteio da Copa do Mundo, realizada em Washington, nos Estados Unidos. A premiação, criada neste ano pela Fifa, será concedida anualmente a personalidades que, segundo a entidade, tenham adotado “medidas excepcionais e extraordinárias pela paz, unindo pessoas ao redor do mundo”.
Brasileiros temem intervenção dos EUA no Brasil
Uma pesquisa do instituto Genial/Quaest revela que 58% dos brasileiros temem que os Estados Unidos possam realizar no Brasil uma ação semelhante à intervenção feita na Venezuela.

O levantamento analisou a percepção da população sobre a atuação dos EUA na Venezuela e a resposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da crise. Para 66% dos entrevistados, o Brasil deve adotar uma postura neutra no conflito entre Washington e Caracas. Já 18% defendem apoio aos Estados Unidos, enquanto 10% acreditam que o país deveria se posicionar contra a ação norte-americana.
Sobre a postura do presidente Lula, 51% consideraram sua atuação inadequada, enquanto 37% avaliaram como correta. Outros 12% não souberam ou preferiram não responder.
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