Ao Linha de Frente, Romeu Zema nega que direita esteja rachada

Pré-candidato à presidência da República esteve em Salvador: Ao Linha de Frente, Romeu Zema nega que direita esteja rachada e defende pulverização de candidaturas

Por João Tramm.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esteve em Salvador no último sábado (24). Em solo baiano, Romeu Zema nega que a direita esteja rachada e defendeu a estratégia de pulverizar candidaturas nas eleições. 

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Linha de Frente, da TV Aratu, em Salvador, no último sábado (24). Apesar de bem avaliado em seu estado, Zema apresenta apenas 4% das intenções votos para presidente nas últimas pesquisas divulgadas.

Ao Linha de Frente, Romeu Zema nega que direita esteja rachada

Zema ainda falou sobre sua relação com a Bahia, construída ainda antes da carreira política, quando atuava como empresário no setor de varejo: “Foram mais de 30 anos no setor privado, abrindo 470 lojas, inclusive umas 30 no sul da Bahia”, afirmou.

Ele citou cidades como Guanambi, Brumado, Vitória da Conquista, Caetité e Caculé, destacando que o grupo empresarial gerou mais de 5 mil empregos diretos, todos com carteira assinada.

Já sobre a política baiana, Romeu Zema tem como apoio o nome de José Carlos Aleluia. Os dois são correligionários e devem lançar seus nomes oficialmente, o primeiro para presidência e o segundo para governo da Bahia.

Romeu Zema nega que direita esteja rachada 

Pré-candidato à presidência da República, Zema defendeu a estratégia de pulverização de nomes como forma de ampliar o alcance eleitoral da direita em diferentes regiões do país.

“A direita ter dois, três ou quatro nomes disputando o primeiro turno fortalece a direita. Quanto mais candidatos você tiver, mais votos você terá. No segundo turno, nós estaremos todos unidos. Essa ideia de que a direita está fragmentada não existe. Muito pelo contrário: temos as mesmas propostas e estaremos juntos”, afirmou.

Durante a entrevista, Zema ressaltou sua trajetória no setor privado e sua experiência à frente do Executivo mineiro como credenciais para a disputa presidencial. Ele comparou a montagem de equipes no mundo empresarial com sua atuação na gestão pública.

“Sempre montei time que funcionou. Foram 30 anos na empresa, que abriu 470 lojas, e depois montei um time no governo de Minas com secretários brilhantes. Eu estou muito acostumado a montar time que ganha o jogo”, disse.

Outro ponto abordado por Zema foi a defesa da flexibilização das leis trabalhistas. Para ele, o modelo atual engessa trabalhadores e empregadores e não dialoga com a realidade do mercado.

“Por que aqui o contrato de trabalho não pode remunerar por hora? O empregado e o empregador deveriam ter liberdade para discutir e decidir o que é melhor. Tem trabalhadores que só trabalham sexta, sábado e domingo e ganham mais do que quem trabalha a semana inteira”, ponderou.

Zema também chamou atenção para o alto índice de informalidade no Brasil e que o debate precisa ir além da escala de trabalho. A escala 6 x 1 já está em tramitação e segue em 2026 para análise do Senado.

“O brasileiro trabalha muito, paga muito imposto e precisa de mais descanso, nisso eu concordo. Mas tem muito populismo nesse debate. Não é por aí”, concluiu.

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