Após mais de dois anos, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) concluiu a investigação sobre o suposto esquema de "rachadinha" no gabinete do então deputado estadual - hoje senador - Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O filho do presidente Jair Bolsonaro e seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, serão denunciados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Flávio será apontado como líder da organização criminosa, e Queiroz como o operador do esquema de corrupção que funcionava no antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Com aproximadamente 300 páginas, a denúncia está pronta e seria entregue ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) ainda nesta segunda-feira (28/9).

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Com base em dados das quebras de sigilo bancário e fiscal, os promotores vão apontar que Flávio usou, pelo menos, R$ 2,7 milhões em espécie do esquema das rachadinhas. A quantia é resultado das três formas pelas quais o filho do presidente fez a lavagem de dinheiro.

Queiroz, por sua vez, foi preso em junho deste ano, na casa do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo. Ele foi levado para o Rio de Janeiro para cumprir a prisão em Bangu, mas conseguiu habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e migrou para prisão domiciliar. 

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