O Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) negou indícios de execução do miliciano Adriano da Nóbrega, morto no último domingo na cidade de Esplanada, litoral norte da Bahia. Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (14/2), o diretor do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) Mário Câmara, e o perito Alexandre Silva apresentaram versões que rebatem uma reportagem da revista Veja.

A publicação apontou que foram encontrados ferimentos, no corpo de Adriano, não condizentes com uma troca de tiros. De acordo com Câmara, o corte encontrado na cabeça foi causado após a morte. "Deve ter batido em alguma quina, pode ter sido carregando o corpo", disse, na ocasião. Já Alexandre Silva foi o responsável pela necropsia.

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Sobre a marca cilíndrica no peito, os especialistas descartaram a hipótese de queimadura causada pelo cano de uma arma. "Não tem como aquilo ser um cano de arma, só se fosse uma bazuca. Tem que investigar a causa, a gente não especula”, afirmou o diretor. Ele explicou, ainda, que a marca é chamada de "esquimose" e pode ter sido causada por uma pancada.

Hoje, por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) contou que as fotografias da revista não são as imagens oficiais da perícia: "Os peritos não podem afirmar se foram de alguma forma manipuladas ou não e, portanto, não podem se manifestar sobre as mesmas.Sobre a lesão arredondada na face anterior do corpo de Adriano, trata-se de equimose, não uma queimadura. É uma lesão contundente, feita com algo arredondado, que pode ter sido ativamente ou passivamente comprimido contra o corpo".

Conforme o Departamento de Polícia Técnica (DPT), ainda faltam ser entregues os laudos balístico e do local do crime, mas não há prazo para entrega dos documentos.

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