Oruã no Lollapalooza 2026? Atração é destaque na grade do festival
Algumas pessoas podem ter ficado confusas com a grade do Lolla; entenda
Por Juana Castro.
Oruã no Lollapalooza 2026? Algumas pessoas podem ter ficado confusas com a grade do festival, anunciada nesta quinta-feira (28), mas a atração que sobe ao palco em março do ano que vem não é o Oruam (com 'M' no final) do trap, e sim uma banda carioca de rock independente.
Formada em 2017 e liderada pelo guitarrista e produtor Lê Almeida, a banda se autodefine como "afrojazzy". O grupo Oruã (com 'Ã') é composto ainda por Phill Fernandes (bateria), João Casaes (sintetizadores) e Bigú Medine (baixo).
Trajetória e sonoridade da banda Oruã
Com quatro álbuns lançados, a Oruã se destaca por misturar psicodelia, efeitos "lo-fi" e afrobeat. Uma de suas faixas mais conhecidas é "Disciplina", que aborda temas como relações e o futuro. Os versos "Vai embora e não vem / Qualquer dia desses eu vou / Vai sim / Ainda só ser" são parte da letra da música.
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O grupo estreou com o álbum "Sem Bênção / Sem Crença", em 2017. Desde 2019, a Oruã colabora com a banda americana Built to Spill, tendo participado do disco "When the Wind Forgets Your Name".
O trabalho mais recente da banda é "Passe" (2024), que foi o foco de uma turnê nos Estados Unidos e de uma apresentação na rádio americana KEXP. O álbum deverá ser o principal projeto levado ao palco do Lollapalooza 2026.
O trapper Oruam
O nome de Oruam, registrado como Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, de 23 anos, ganhou destaque nos noticiários nos últimos meses, mas, para quem não ouve rap e trap, o cantor pode ser um desconhecido.
Filho de Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho (que está preso desde 1996), Oruam é cantor de trap e tem alguns hits que despontam entre músicas mais ouvidas nas plataformas de streaming, a exemplo de "Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim".
Em 22 de julho deste ano, ele foi preso preventivamente por tentativa de homicídio qualificado, após supostamente atacar agentes durante uma operação no bairro do Joá, na zona oeste da capital fluminense. No dia 4 de agosto, passou por uma nova audiência de custódia e foi transferido de uma cela individual para um espaço coletivo na Penitenciária Dr. Serrano Neves, no Complexo de Gericinó, conhecido como Bangu 3, no Rio de Janeiro. A unidade abriga lideranças do Comando Vermelho.
Até então, o rapper cumpria a medida em isolamento. A transferência para a cela coletiva é interpretada por fontes do sistema prisional como um “benefício interno”, ainda que não oficial, já que o artista passou a dividir o espaço com detentos ligados à maior facção criminosa do Rio, comandada pelo pai dele.
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