Margareth convida Gil, Brown e Nabiyah Be para evento no Candyall, em Salvador
Margareth Menezes fará show em Salvador com participações de Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Nabiyah Be, filha de Jimmy Cliff
Por Juana Castro.
Margareth Menezes vai reunir nomes da música brasileira em um show especial do projeto Maga Convida, marcado para o dia 31 de janeiro, às 18h30, no Candyall Guetho Square, em Salvador. O espetáculo contará com participações de Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Nabiyah Be, além de um encontro inédito com sete blocos afros no palco.

O evento terá ainda a presença de Olodum, Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy, Banda Didá, Muzenza e Malê Debalê, reunidos em uma apresentação que propõe celebrar a força coletiva da música afro-baiana. A abertura dos portões está prevista para as 16h.
Com direção artística de Vavá Botelho e direção musical assinada por Margareth Menezes e Tito Oliveira, o show marca dois momentos centrais da trajetória da artista: os 25 anos do álbum Maga Afropopbrasileiro, lançado em 2001, e os 25 anos da canção “Dandalunda”, composta por Carlinhos Brown e considerada um divisor de águas em sua carreira.
“‘Maga Afropopbrasileiro’ é um disco que marcou uma virada na minha trajetória. Celebrar seus 25 anos ao lado dos blocos afros, que são pilares desse movimento e estiveram comigo desde o início, é reafirmar a força coletiva que deu origem ao afropopbrasileiro. Esse encontro é mais que um show, é uma celebração da nossa história em comum, um reencontro com a força que nos trouxe até aqui”, afirmou Margareth Menezes.
Os ingressos para o Maga Convida: 25 anos de Afropopbrasileiro estão à venda pela plataforma Bora Tickets e também em ponto físico no Shopping da Bahia. A pista custa R$ 300 (inteira), R$ 150 (meia) e há opção de ingresso solidário por R$ 160. O evento oferece ainda setores de camarote e lounge. A classificação indicativa é de 16 anos.
Maga Afropopbrasileiro
Sexto álbum da carreira de Margareth Menezes, Maga Afropopbrasileiro foi lançado em 2001, com produção de Carlinhos Brown e Alê Siqueira. O disco reúne 11 faixas e consolidou a estética musical que passou a definir a artista no início dos anos 2000.
O trabalho traz o sucesso “Dandalunda”, composição de Carlinhos Brown, além de participações de Daniela Mercury e Ivete Sangalo na faixa “Cai Dentro”, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro. O repertório inclui ainda canções autorais de Margareth, como “Pelo Mar Lhe Mando Flor”, “Preciso”, “Despertar” (Preconceito de Cor) e “Moderninha”, além de gravações de compositores como Belchior, Lenine e Zeca Baleiro.
A capa do álbum é assinada pelo fotógrafo Christian Cravo.
Filha baiana de Jimmy Cliff, Nabiyah Be brilha no cinema e na música

Nabiyah Be é uma atriz e cantora de 30 anos nascida e criada em Salvador. Ela é filha de Jimmy Cliff, ícone do reggae jamaicano que morreu em novembro de 2025.
Com mãe brasileira, Nabiyah cresceu imersa em shows internacionais, música marcantes e na efervescência cultural da capital baiana. Foi no encontro entre música e teatro que consolidou sua identidade artística - um percurso que ganha novos significados após a morte do pai.
A relação de Nabiyah com o palco começou ainda na infância. Aos 5 anos, ela fez a primeira apresentação em público, e, dois anos depois, já acompanhava Jimmy Cliff em viagens pelo mundo. “Era uma forma de manter a família unida”, relatou em entrevista ao O Globo em 2023.
Em um desses shows, correu para o palco e se recusou a sair. Acabou interpretando a música “Me abraça e me beija”, de Lazzo Matumbi, e passou a integrar as apresentações do pai, cantando em inglês e português. Também dividiu os vocais com Margareth Menezes na infância - e retomou a parceria décadas depois na gravação de “Querera”, do álbum Autêntica.
Apesar das viagens, Nabiyah descreve a adolescência em Salvador como “bem baiana”, marcada pela convivência, pela troca cultural e pelo contato com a cena musical local. Fez teatro aos 11 anos e não abandonou mais os palcos. Aos 18, mudou-se para Nova York, onde estudou e atuou no circuito off-Broadway, em produções imersivas, musicais e espaços voltados à música brasileira. “No teatro, percebi que podia chorar sem ninguém saber por quê. Era libertador”, afirmou.
A carreira internacional ganhou força em 2018, quando estreou no cinema como Linda, vilã de Pantera Negra, primeiro blockbuster da Marvel estrelado por um super-herói negro. Depois, ampliou o reconhecimento ao interpretar Simone Jackson em Daisy Jones & The Six, série do Prime Video baseada no best-seller de Taylor Jenkins Reid. Na produção, Simone é uma pioneira da disco music e símbolo de resistência e reinvenção - temas que ressoam na trajetória pessoal de Nabiyah.
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