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Agosto é o mês mais quente da história; veja o que fez o planeta atingir marca

Agosto é o mês mais quente da história; entenda o que está por trás do calor extremo

Por Liven Paula.

Agosto é o mês mais quente da história, segundo o levantamento do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia. A temperatura média global chegou a 16,96°C, colocando o período no mesmo patamar de julho de 2023 e reacendendo o alerta sobre o avanço do aquecimento do planeta.

 

Agosto é o mês mais quente da história, segundo o levantamento do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia. | Foto: Magnific

 

Entenda por que agosto é o mês mais quente da história

 

O principal destaque do levantamento é a marca de 1,65°C acima da média registrada entre 1850 e 1900, período usado como referência para medir o aquecimento provocado pelas mudanças climáticas. Agosto de 2026 foi, portanto, o segundo mês da série do Copernicus a ultrapassar a marca de 1,5°C.

O cenário também foi influenciado pelas temperaturas dos oceanos, que permaneceram em níveis excepcionalmente altos. Além disso, o El Niño deve ganhar força nos próximos meses, o que pode contribuir para manter as temperaturas globais elevadas.

O fenômeno climático já começa a chamar atenção dos especialistas justamente porque ocorre em um planeta que vem acumulando recordes de calor nos últimos anos.

Calor extremo também atingiu outras partes do planeta

Na Europa, os efeitos foram ainda mais evidentes. O verão de 2026 terminou como o mais quente já registrado na Europa Ocidental, superando o recorde anterior, de 2003.

Ondas de calor e períodos de seca atingiram diferentes países, enquanto outras regiões do mundo enfrentaram condições de chuva acima ou abaixo da média.

No Brasil, o Copernicus apontou chuvas acima da média no Sudeste durante agosto. Já outras áreas do país registraram um período mais seco entre junho e agosto.

No Brasil, o Copernicus apontou chuvas acima da média no Sudeste durante agosto.| Foto: Secom

 

Apesar do número impressionante, um único mês acima de 1,5°C não significa que a meta do Acordo de Paris tenha sido definitivamente ultrapassada. O limite considera uma média de aquecimento observada durante um período prolongado.

Ainda assim, a frequência cada vez maior de meses extremamente quentes preocupa os cientistas. O aumento das temperaturas pode favorecer ondas de calor mais intensas, secas prolongadas, chuvas extremas e outros impactos relacionados às mudanças climáticas.

Inverno em Salvador: veja quais são os bairros mais frios da capital

 

O soteropolitano começou esta quinta-feira (6) sentindo um frio incomum para os padrões da capital baiana. Segundo a Defesa Civil de Salvador (Codesal), a menor temperatura do dia foi registrada em Valéria, com 20,3°C. Outras regiões também amanheceram com termômetros próximos dos 20°C, como Barro Duro (20,6°C) e Praia do Flamengo (20,9°C).

Inverno em Salvador.| Foto: Divulgação

Apesar das baixas temperaturas nas primeiras horas do dia, o calor voltou a predominar ao longo da manhã, característica comum do inverno em Salvador. A maior temperatura registrada até o momento foi de 30,3°C, na Ilha de Bom Jesus. Em seguida aparecem Barro Duro (28,7°C), Coutos (28,6°C) e os bairros de Praia do Flamengo e Ondina, ambos com 28,2°C.

De acordo com a Codesal, o tempo permanece estável na capital baiana devido à atuação de uma massa de ar quente e seca. A previsão é de céu claro a parcialmente nublado, com 30% de chance de chuva. Ainda assim, foram registradas precipitações fracas e isoladas durante a manhã.

Nas últimas 24 horas, o maior acumulado de chuva foi registrado em Valéria, com 10,2 milímetros. Em seguida aparecem Águas Claras, com 9,2 mm, e Sussuarana, com 7,2 mm.

Quando o calendário marca o início do inverno no Hemisfério Sul, o Brasil se divide: enquanto o Sul e o Sudeste registram geadas e temperaturas de um dígito, quem está em Salvador costuma se fazer a mesma pergunta todos os anos: afinal, existe inverno na capital baiana?

Para quem vem de climas mais frios, a resposta imediata é um sonoro "não". Mas para o soteropolitano, a mudança de estação é real, perceptível e altera consideravelmente a rotina da cidade.

Se você está planejando viajar para a Bahia no meio do ano ou quer entender como funciona a dinâmica climática da maior capital do Nordeste, explicamos abaixo o que muda de verdade com a chegada do "inverno" em Salvador.

 

O que fazer em Salvador durante o inverno?

Viajar para Salvador nessa época exige flexibilidade no roteiro, mas está longe de ser um programa ruim. A cidade ganha um ritmo diferente, menos caótico do que no verão, e os preços de hospedagem e passagens costumam ser mais amigáveis (com exceção do período do São João).



  • Turismo Histórico e Cultural: Dias nublados ou chuvosos são perfeitos para explorar os museus do Pelourinho, a Igreja do Bonfim, o Museu de Arte Moderna (MAM) ou a Casa do Rio Vermelho (antiga residência de Jorge Amado e Zélia Gattai).
  • Gastronomia Conchegante: O clima pede uma boa moqueca borbulhando na panela de barro ou um acarajé quentinho, saído direto do tacho.
  • Aproveite as brechas de sol: O sol sempre aparece. Quando o céu abrir, as praias da Orla (como Porto da Barra e Itapuã) continuam com águas quentes e perfeitamente convidativas para um banho.

 

 

 

 

 

 

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