Telescópio da Nasa de 1,45 tonelada deve cair na Terra nesta quarta-feira (4); entenda riscos
O telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, deve cair na Terra nesta quarta-feira (4), quase 22 anos após seu lançamento
Por Bruna Castelo Branco.
O telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, deve reentrar na atmosfera da Terra nesta quarta-feira (4), quase 22 anos após seu lançamento. Com aproximadamente 1,45 tonelada, o equipamento deve ter a maior parte de sua estrutura desintegrada durante a passagem pela atmosfera. Alguns componentes, no entanto, podem resistir e chegar à superfície.
A Nasa considera improvável que eventuais fragmentos causem ferimentos ou atinjam alguém. Segundo a estimativa da agência, a probabilidade de uma pessoa ser atingida é de uma em 2.100.

O local de possível queda dos destroços depende do momento exato da reentrada. Devido à inclinação da órbita do observatório, a faixa de risco está limitada às regiões entre 20,6 graus de latitude sul e 20,6 graus de latitude norte. A área abrange partes da África, Ásia, Austrália, América Central e América do Sul.
A Nasa e a Força Espacial dos Estados Unidos continuam monitorando o equipamento. Até a publicação desta reportagem, a agência não havia confirmado a reentrada na atmosfera.
Qual era a missão do telescópio Swift?
Lançado em 2004, o Swift foi desenvolvido para estudar explosões de raios gama, fenômenos considerados alguns dos mais energéticos do universo. O observatório foi projetado inicialmente para operar por dois anos, mas permaneceu em atividade científica por mais de duas décadas.
Equipado com três telescópios, o satélite observava diferentes faixas do espectro eletromagnético e foi projetado para identificar rapidamente fenômenos cósmicos de curta duração. O equipamento também emitia alertas para que outros observatórios pudessem direcionar seus instrumentos e acompanhar os eventos.
Ao longo da missão, o Swift contribuiu para pesquisas sobre galáxias ativas alimentadas por buracos negros supermassivos, explosões estelares, supernovas e objetos do Sistema Solar, como cometas e asteroides.

Tentativa de resgate não conseguiu prolongar a missão
A Nasa tentou prolongar a vida útil do observatório por meio de uma operação inédita de resgate. Em agosto, porém, a agência anunciou que a espaçonave robótica Link, desenvolvida pela empresa Katalyst Space, não conseguiria capturar o Swift e elevá-lo a uma órbita mais alta.
A operação foi inviabilizada por problemas no sistema de controle de orientação do veículo. Com isso, o observatório permaneceu em órbita e passou a ter a reentrada na atmosfera como destino.
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