Análise descarta contaminação no mar de São Tomé de Paripe
Testes apontam água dentro dos padrões; Inema mantém área isolada e segue com investigações
Por Da redação.
Uma análise conduzida pelo Terminal Itapuã na região de São Tomé de Paripe, em Salvador, não identificou contaminação na água do mar ou nos sedimentos marinhos. Os testes, realizados por um laboratório credenciado pelo INMETRO, abrangeram 13 pontos estratégicos e diferentes profundidades entre o píer da Gerdau e o terminal de passageiros local.

Segundo a empresa, os resultados respeitam os limites da Resolução 357/2005 do Conama, embora o Terminal reforce a necessidade de investigar o passivo ambiental da área, já que a Gerdau operou no local entre 1989 e 2022 manipulando substâncias como o cobre — metal frequentemente associado às manchas azuladas que surgiram na região.
Apesar dos dados apresentados pela empresa, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) mantém a área sob investigação e restrição de acesso, após análises preliminares detectarem altas concentrações de nitrato e cobre no sedimento arenoso.
O órgão ambiental monitora o caso desde que vídeos nas redes sociais mostraram líquidos coloridos na areia, focando agora na apuração de operações presentes e passadas.
Nesse cenário, a Intermarítima Portos e Logística manifestou surpresa com a interdição temporária do terminal, alegando que suas atividades não possuem relação com o material avistado.
O gerente de Sustentabilidade da companhia, Leon Piton, em entrevista ao Metropole, destacou que o Inema não encontrou irregularidades operacionais ou registros de movimentação de produtos químicos perigosos pela empresa, defendendo que o problema pode ter origem externa ou histórica, enquanto se compromete a seguir colaborando com as autoridades.

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