Dia do Esportista: maioria dos brasileiros não pratica atividade física
Estudo revela que cerca de 52% da população declarou não realizar exercícios de forma regular
Por Dinaldo dos Santos.
Nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, é celebrado o Dia do Esportista, no Brasil, uma data que vai além da homenagem ao atleta profissional e se consolida como um marco de valorização da prática esportiva em todas as suas dimensões.
Em um país historicamente ligado ao esporte: do futebol às corridas de rua, das artes marciais às atividades recreativas em praças públicas, o debate atual amplia o foco para os impactos diretos da atividade física na saúde coletiva e na qualidade de vida da população.

Apesar da forte identidade esportiva nacional, os dados mostram que o Brasil ainda enfrenta desafios importantes quando o assunto é prática regular de exercícios. Levantamento nacional aponta que mais da metade dos brasileiros raramente ou nunca pratica atividades físicas.
Cerca de 52% da população declarou não realizar exercícios de forma regular, enquanto apenas uma parcela menor mantém frequência semanal adequada. Outro estudo de abrangência nacional indica que 37,9% das pessoas com 15 anos ou mais praticam algum esporte ou atividade física, o que significa que a maioria da população permanece fora de níveis considerados ideais de movimento corporal.
As principais justificativas para a baixa adesão envolvem falta de tempo, desinteresse, rotina de trabalho intensa e ausência de infraestrutura adequada. Esses fatores revelam que a prática esportiva não depende apenas de vontade individual, mas também de condições estruturais, políticas públicas e incentivo contínuo.

Do ponto de vista científico, as evidências sobre os benefícios do esporte são amplamente consolidadas. A prática regular de atividade física está associada à redução significativa do risco de doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e obesidade. O exercício controla o metabolismo, melhora a capacidade cardiorrespiratória e fortalece o sistema imunológico.
Além dos impactos físicos, os efeitos positivos sobre a saúde mental são igualmente relevantes. Estudos indicam que a atividade física regular auxilia na redução de sintomas de ansiedade e depressão, melhora o humor, fortalece a autoestima e contribui para a qualidade do sono.
No campo cognitivo, há evidências de benefícios relacionados à memória, concentração e desempenho intelectual. O sistema musculoesquelético também é amplamente favorecido pela prática esportiva. O fortalecimento muscular e o aumento da densidade óssea reduzem o risco de lesões e quedas, especialmente na população idosa.

Nesse contexto, o Dia do Esportista surge não apenas como celebração, mas como alerta. Em um cenário de crescimento das doenças crônicas não transmissíveis e de altos índices de sedentarismo, ampliar o acesso ao esporte torna-se estratégia essencial de saúde pública.
Investimentos em infraestrutura, programas comunitários, incentivo nas escolas e campanhas de conscientização são medidas apontadas por especialistas como fundamentais para reverter o quadro atual.
Mais do que desempenho ou competição, praticar esporte é buscar melhoria da qualidade de vida, prevenção de doenças e promoção de bem-estar. O desafio que se impõe é converter a tradicional paixão esportiva do brasileiro em prática regular: um passo decisivo para uma sociedade mais saudável, ativa e longeva.
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