Vídeo mostra Moraes e esposa em jato de Vorcaro, diz jornal
Barci de Moraes afirmou que contrata diversas empresas de táxi aéreo, incluindo uma ligada a Daniel Vorcaro, mas negou que o banqueiro estivesse nos voos
Por Victor Hernandes.
Fonte: SBT NEWS
Um vídeo publicado pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, mostra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um avião particular que seria do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O voo em questão foi realizado em agosto de 2025, com destino ao Rio de Janeiro. Viviane, porém, utilizou os serviços da empresa Prime Aviation em outras ocasiões. Moraes estava a bordo em algumas delas. Em nota, o escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro, admitiu que contratou a empresa de táxi aéreo Prime Aviation, ligada ao jatinho do operador do antigo banco Master.
Segundo o comunicado, tanto ela quanto o marido voaram em aeronaves da Prime, mas Vorcaro não estava presente em nenhum desses voos. Somente pessoas ligadas ao escritório integravam a lista de passageiros.
A repartição afirmou ainda que a Prime era apenas uma das companhias contratadas para voos particulares. E que os serviços não podem ser confundidos com vínculos pessoais entre seus controladores.
“A contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. A escolha das aeronaves utilizadas cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas, neste caso, a Prime Aviation", afirma a nota.
O escritório também declarou que não possuía nenhuma participação na Prime Aviation tampouco prestava serviços advocatícios à empresa.
Mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro mostram o então empresário reforçando ao dono da Prime, Marcos Matta, que o uso de um avião e de um helicóptero estava autorizado. Ele estaria se referindo ao casal Moraes. Não se sabe se essas aeronaves são as mesmas cujo as cotas foram oferecidas como forma de pagamento do contrato de R$ 50 milhões entre o Master e o escritório Barci de Moraes.

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