Auxiliar de buffet é demitido após beber whisky e dançar com convidados na Bahia
Auxiliar de buffet é demitido por justa causa após consumir whisky, dançar com convidados e se recusa á deixar festa em Salvador
Por Laraelen Oliveira.
Um auxiliar de cozinha de uma empresa de buffet teve a demissão por justa causa mantida pela Justiça do Trabalho após ser acusado de beber whisky durante uma festa no bairro da Pituba, em Salvador. Segundo a empresa, o funcionário estava trabalhando na fritadeira quando ingeriu a bebida, apresentou sinais de embriaguez e foi ao salão, onde dançou e abraçou convidados. A situação ocorreu em 2025.
A decisão foi tomada pela Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) e manteve a sentença da 23ª Vara do Trabalho de Salvador. O caso ainda pode ser levado a instâncias superiores.
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Conforme o processo, o cliente que contratou o buffet entrou em contato com a empresa para reclamar do comportamento do funcionário.
Uma testemunha, que trabalhava como garçom na festa, afirmou que o auxiliar era responsável pela fritadeira, instalada na área externa do salão e próxima à mesa de bebidas. Segundo o depoimento, ele viu o trabalhador se servir de whisky em um copo plástico amarelo.
Ainda de acordo com a testemunha, o auxiliar passou a apresentar sinais de embriaguez e começou a cometer erros no preparo dos salgados. Outro funcionário avisou a encarregada, que determinou que ele deixasse o evento.
O trabalhador, porém, teria se recusado a sair porque a festa ainda não havia terminado. Depois, foi ao salão, onde passou a dançar e abraçar convidados, conforme o relato apresentado no processo.
A encarregada então pediu que dois funcionários retirassem o auxiliar do local. Um carro da empresa foi chamado para levá-lo para casa antes do encerramento da festa.
Funcionário contesta decisão após ser demitido por justa causa
Após a demissão por justa causa, o auxiliar entrou com uma ação na Justiça do Trabalho para tentar reverter a punição. Ele negou ter ingerido bebida alcoólica ou estar embriagado durante o expediente.
A 23ª Vara do Trabalho de Salvador, entretanto, considerou válida a demissão. Para a juíza responsável pelo caso, os depoimentos apresentados foram suficientes para confirmar a ingestão de álcool e a sequência dos acontecimentos.
A magistrada também destacou que o comportamento do funcionário ultrapassou os limites esperados durante o trabalho. Segundo a sentença, ele circulou pelo salão e teve contato considerado inconveniente com convidados, situação que teria provocado reclamação do cliente e prejudicado a prestação do serviço.
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Outro fator considerado pela Justiça foi a recusa do trabalhador em cumprir a ordem para deixar o evento.
A sentença apontou ainda um possível risco à segurança, já que o auxiliar trabalhava com uma fritadeira e utilizava instrumentos cortantes enquanto, segundo as testemunhas, apresentava sinais de embriaguez.
TRT mantém demissão por justa causa após recurso
O auxiliar recorreu da decisão, mas a Quinta Turma do TRT-BA manteve a demissão por justa causa.
O relator do processo, desembargador Cláudio Kelsch, considerou que o depoimento da testemunha foi suficiente para comprovar a falta grave. Segundo ele, o trabalhador foi visto ingerindo whisky enquanto operava a fritadeira.
O relator também considerou relevantes os relatos sobre a mudança de comportamento do auxiliar, os sinais de embriaguez e a ida dele ao salão durante a festa.
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A decisão ressaltou que a empresa não realizou teste do bafômetro no dia do evento. Para o desembargador, entretanto, a ausência do exame não impede a aplicação da justa causa quando existem outras provas consideradas suficientes para comprovar a conduta.
Os desembargadores Paulino Couto e Marcelo Prata acompanharam o voto do relator e mantiveram a decisão da primeira instância.
Relembre casos de pessoas demitidas após envolvimento em crimes e situações polêmicas
Casos de trabalhadores demitidos após se envolverem em situações consideradas graves pela Justiça ou pelas empresas já foram registrados na Bahia e em outros estados. As situações incluem agressões, ameaças, acusações de racismo e envolvimento em ocorrências policiais.
Auxiliar é demitido após agredir e ameaçar ex-companheira
Na Bahia, um auxiliar de produção foi demitido por justa causa após ser acusado de agredir, ameaçar de morte e descumprir medidas protetivas contra a ex-companheira. O caso aconteceu em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado.
O trabalhador atuava na Industrial Motech do Brasil e tentou reverter a demissão na Justiça. No entanto, a 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) manteve a decisão.
Filho de vereadora é exonerado após atropelamento de maratonista
Na Bahia, outro caso envolveu um servidor comissionado da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Cleydson Cardoso Costa Filho, filho da vereadora Débora Santana (PDT), foi exonerado do cargo que ocupava no gabinete do deputado estadual Pedro Tavares (União).

A exoneração ocorreu após Cleydson ser preso por atropelar o maratonista Emerson Pinheiro. A saída do cargo foi publicada no Diário Oficial da AL-BA.
Cleydson atuava como secretário parlamentar e recebia salário de R$ 4.250. A exoneração ocorreu enquanto o caso do atropelamento era investigado.
Jogador é demitido após denúncia de racismo em campo
Outro caso envolvendo demissão ocorreu no futebol. Durante uma partida entre Batel Guarapuava e Nacional-PR, pela Taça FPF, no Paraná, o volante Diego, do Batel, foi acusado de chamar o zagueiro Paulo Vitor, conhecido como PV, de “macaco” durante uma discussão em campo.
O jogador do Nacional reagiu com um soco, e Diego caiu no gramado, precisando receber atendimento médico. Após o episódio, o atleta acusado de proferir a ofensa racista foi demitido pelo clube.
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