Após cinco adiamentos, acusados pela morte de Valdir Cabeleireiro vão a júri em Salvador
Caso Valdir Cabeleireiro chega ao Tribunal do Júri quase dez anos após o assassinato do profissional, morto a tiros dentro do próprio salão
Por Dinaldo dos Santos.
Depois de cinco adiamentos, o caso Valdir Cabeleireiro pode finalmente chegar ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira (10), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A sessão está prevista para começar às 8h e vai julgar os dois homens acusados de envolvimento na morte do cabeleireiro Valdir Macário, assassinado há quase dez anos.

O julgamento estava marcado inicialmente para agosto, mas foi novamente remarcado no dia 25 daquele mês. Segundo informações repassadas pela família ao Aratu On, a defesa de um dos réus precisava participar de uma sessão de habeas corpus na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o que impediu a realização do júri na data prevista.
Caso Valdir Cabeleireiro se arrasta há quase uma década
Valdir Macário foi morto em 12 de novembro de 2016, por volta das 19h45, dentro do próprio salão de beleza, localizado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. Na ocasião, dois homens armados invadiram o estabelecimento enquanto clientes aguardavam atendimento e efetuaram vários disparos contra o cabeleireiro. A movimentação dos suspeitos foi registrada por câmeras de segurança.
Os réus são Edgar da Silva Santos, conhecido como "Chocolate", e Patric Ribeiro Tupinambá. Os dois respondem por homicídio qualificado e foram presos em 11 de janeiro de 2017, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), depois que imagens dos suspeitos foram divulgadas durante as investigações.
Um ano após o crime, Edgar chegou a ser retirado do processo que previa seu julgamento pelo Tribunal do Júri. Na época, a denúncia contra ele foi considerada inadequada por falta de provas suficientes para submetê-lo ao julgamento popular. Em 2020, porém, ele voltou a ser preso, desta vez junto com Carlos Augusto de Souza Matos, em uma nova ação relacionada às investigações sobre a morte de Valdir.

Cinco adiamentos
A sessão desta quinta-feira representa mais uma tentativa de levar o processo ao julgamento popular. O júri já havia sido cancelado anteriormente porque o advogado dos réus informou ao juiz que deixaria a defesa por não estar recebendo os honorários advocatícios. Sem representação para os acusados, a sessão precisou ser interrompida e uma nova data foi estabelecida.
A família de Valdir acompanha o processo desde o assassinato e, em agosto, manifestou ao Aratu On a expectativa de que a Justiça seja feita após tantos anos de espera.
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