Mais de 30 imóveis abandonados em Salvador vão ser tomados pela Prefeitura

Mais de 30 imóveis abandonados em Salvador vão ser tomados pela Prefeitura após publicação de decretos

Por Lucas Pereira.

Mais de 30 imóveis abandonados no bairro do Comércio, em Salvador, vão ser tomados pela Prefeitura após decretos publicados nesta quarta-feira (25). Amparados pela Lei Municipal nº 8.553/2014, a ação visa dar uma destinação útil aos chamados "elefantes brancos", que são estruturas sem manutenção e uso, que comprometem a segurança e a saúde pública no Centro Histórico. 

Mais de 30 imóveis abandonados em Salvador vão ser tomados pela Prefeitura. Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

Coordenada pela Secretaria da Fazenda, Secult e pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), a iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). 

De acordo com a legislação, o município pode assumir bens privados que apresentem sinais claros de negligência por parte dos proprietários. Antes da publicação dos decretos no Diário Oficial, equipes da Sedur e da Codesal realizaram vistorias rigorosas para confirmar a caracterização de abandono.

Em setembro de 2025, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), anunciou que a prefeitura pretende promover aplicar o modelo de “hasta pública” na cidade, segundo o qual imóveis abandonados podem ser desapropriados para irem a leilão. 

Segundo o gestor, os compradores teriam a responsabilidade de revitalizar os imóveis antigos leiloados. “[A hasta pública seria aplicada] Principalmente em casarões antigos do centro histórico, em que o privado não investe. De repente, a prefeitura desapropria, leva a leilão, e é o privado quem paga e quem indeniza. Estamos estudando se se enquadra na nossa realidade. Se adequa aqui, a gente faz”, afirmou.

+Bruno Reis antecipa duas mudanças no secretariado da Prefeitura

A justificativa para a encampação reside no potencial de revitalização econômica do Comércio. Ao converter prédios degradados em unidades habitacionais ou equipamentos culturais, a Prefeitura busca atrair novos moradores e dinamizar o antigo centro administrativo da capital. 

Vale lembrar que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reprovou a proposta de transferência da sede da Prefeitura de Salvador para o Palácio Arquiepiscopal da Sé, imóvel do Centro Histórico tombado desde 1938. A autarquia questionou modificações estruturais propostas pela gestão municipal.

magem do antigo Casarão dos Azulejos antes de reforma que culminou na construção da Cidade da Música, no Comércio | Foto: Max Haack/Secom

 

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.