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30/03/2017 17h42 | Atualizado em 30/03/2017 18h04

FEBRE AMARELA: Macacos são resgatados no Itaigara e Vasco da Gama com indícios de contaminação

FEBRE AMARELA: Macacos são resgatados no Itaigara e Vasco da Gama com indícios de contaminação

Da Redação

Mais dois macacos foram resgatados nesta quinta-feira (30/3), na Avenida Vasco da Gama e no Parque da Cidade, no Itaigara, com indícios de contaminação pelo vírus da febre amarela. O trabalho foi realizado através do Grupo Especial de Proteção Ambiental (GEPA) da Guarda Civil Municipal de Salvador (GCM). Dos dois animais resgatados hoje, apenas o macaco encontrado na Vasco da Gama estava morto.

Desde o início do mês, o órgão já capturou 32 macacos, sendo todos da espécie Mico do Tufo Branco, animal comum na capital baiana. A apreensão faz parte de uma ação conjunta de combate à febre amarela que envolve órgãos públicos das esferas municipal e estadual, como Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama). Vale lembrar, no entanto, que os animais não transmitem a doença, e sim o mosquito Aedes aegypti.

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Com o trabalho de identificação e do local exato onde ele se encontra, o setor de epidemiologia pode traçar um mapa detalhado de onde é possível detectar focos propulsores da febre amarela na cidade. Além do Itaigara, a Guarda Civil já recolheu macacos em bairros como Base Naval, Pirajá, Resgate, Pernambués, Piatã, Vila Laura e Garcia. “Todos os 10 animais que resgatamos no Itaigara até agora estavam vivos, porém debilitados e encontrados caídos no chão”, completou o supervisor do Grupamento Ambiental, Robson Pires.

Para atuar no resgate dos animais, os agentes realizam treinamento com o Ibama e recebem orientações da Vigilância Sanitária, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). São utilizados equipamentos como redes, luvas de raspa e caixas de acondicionamento para os animais vivos, saco para recolhimento de material biológico e luvas e máscaras para a remoção dos bichos mortos.

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Após a apreensão, os bichos são encaminhados para a unidade do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (CETAS), caso ainda estejam vivos, onde são extraídas amostras de sangue para averiguar se há ou não infecção pela febre amarela. Em caso do macaco estar morto no ato da remoção no local, o corpo é levado para o Lacen, onde é efetuada necropsia para averiguar a causa do óbito.

Segundo dados da Coordenação de Gestão da Informação da Guarda Civil, em 2015 foram resgatados 62 micos. Já no ano anterior, 89 macacos foram resgatados em diversos bairros da cidade. O cidadão pode acionar o GEPA através da Central de Operações no telefone (71) 3202-5312, para que os agentes possam realizar a remoção do bicho com segurança, dando o devido encaminhamento.

A doença – A febre amarela é uma doença febril aguda, de curta duração (no máximo 12 dias) e de gravidade variável, conforme informações do Ministério da Saúde. Na forma grave, são manifestadas insuficiência hepática e renal, que podem levar à morte. A transmissão acontece somente pela picada de mosquitos transmissores infectados. Na doença urbana, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica. Na forma silvestre, os primatas são os principais hospedeiros, e o homem é um hospedeiro acidental.

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*Publicada originalmente às 16h17

 

Fonte: Da redação