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31/12/2016 16h00 | Atualizado em 18/03/2023 10h20

PANORAMA: Saiba como será o cenário cultural, político e econômico do Brasil em 2017

PANORAMA: Saiba como será o cenário cultural, político e econômico do Brasil em 2017

PANORAMA: Saiba como será o cenário cultural, político e econômico do Brasil em 2017
Da Redação

Depois de tantos, escândalos, confusões e altos e baixos na política e economia brasileira, é pouco provável que a situação do nosso país melhore de uma hora pra outra em 2017. O cenário continuará delicado e conturbado, porém, a expectativa é de que as coisas comecem a melhorar nesse novo ano que se aproxima.

A ideia para o próximo ano é de que a casa está bagunçada e precisa começar a ser arrumada para que as coisas comecem a dar certo. Como diz o slogan da nossa própria bandeira é preciso ‘ordem’ para se ter ‘progresso’.

Pensando nisso, o Aratu Online elaborou um breve panorama de como será o cenário das principais áreas que circundam e interessam os moradores dessa pátria amada chamada Brasil. Confira:

1.CINEMA

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Reprodução/Internet

O destaque do cinema brasileiro fica por conta do mundo virtual, com os youtubers invadindo a sétima arte nos filmes ‘Eu Fico Loko’, com  Christian Figueiredo, e ‘Internet’ – O Filme’. O conturbado cenário político também inspirou as produções brasileiras. Em 2017 estreia o filme ‘Polícia Federal’, sobre a Operação Lava-Jato. Também terá um remake de ‘Dona Flor’ e pelo menos quatro cinebiografias sobre Erasmo Carlos em ‘Minha Fama de Mau’; Bozo em ‘O Rei das Manhãs’ e João Carlos Martins em ‘João’ e ‘Marighella’.

Em um contexto geral, os cinéfilos podem esperar um cenário mais convencional no cinema em 2017, que vem com um pé no passado e outro no futuro. Isso porque produções que marcaram os anos 80 e 90 voltam com tudo, com personagens renomados e já bem conhecidos pelo público, como o clássico ?A Bela e a Fera?; o atemporal ?Power Rangers?; ?A Múmia? entre outros.

Por outro lado, tudo indica que o próximo ano vai ser marcado pelo gênero de ficção científica, com apostas futuristas e em alienígenas, astronautas e androides. O gênero já conta com uma lista respeitável de filmes: ?Passageiros? abre o ano com os queridinhos Jennifer Lawrence e Chris Pratt, sozinhos no espaço. Tem também ?A Cura?, ?God Particle?, que será mais uma sequência desconexa do universo ?Cloverfield? e ?O Círculo?, que discutirá redes sociais e gigantes da comunicação com Emma Watson no papel principal. Ryan Gosling, Harrison Ford e Jared Leto embarcam em ?Blade Runner 2049? que tem estreia em outubro. Ainda na ficção científica, a nova trilogia ?Star Wars? ganha seu segundo episódio em dezembro de 2017.

A gama dos famigerados super-heróis também vêm à tona, com três lançamentos feitos pela Marvel, mas com perfis diferentes: a terceira reencarnação do Homem-Aranha em apenas 15 anos, com ?De Volta ao Lar?, que estreia em julho e terá um tom mais juvenil, de comédia escolar e romance de formação. Terá também a estreia de ?Guardiões da Galáxia Vol. 2? em maio com uma ópera especial envolvendo humor ácido e em novembro estreia ?Thor 3: Ragnarok?, aposta de ?filme de guerra? do ano. No mês de novembro, o Batman e o Super-Homem voltam às telonas em ?Liga da Justiça?.

2. MÚSICA

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Reprodução/Internet

O inabalável sertanejo universitário continua firma e forte no ano que vem, assim como o funk de Anitta e Ludmilla, que mistura o ritmo com uma pegada mais pop e o forró de Wesley Safadão e Aviões do Forró.

No sertanejo, além dos clássicos Luan Santana, Jorge e Mateus e Matheus e Kauan, o que chama a atenção é a ascensão de duplas sertanejas do sexo feminino. O cenário está sendo protagonizado pelas mulheres, como Marília Mendonça, Simone e Simária, Maiara e Maraísa e Naiara Azevedo. E a tendência é que esse movimento continue e cresça em 2017, quando devem surgir ainda mais artistas mulheres.

Em 2017, o calendário de shows nacionais em salas pequenas e festivais independentes deve ter uma maior atuação de artistas e bandas ligadas ao universo LGBT. Em 2016, algumas performances ganharam destaque como a de Liniker, As Bahias e a Cozinha Mineira, Jaloo e Johnny Hooker.

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Já a oferta de shows internacionais no Brasil continua, com ou sem crise. A cantora Adele apresenta sua turnê em solos brasileiros no mês de abril. A cantora britânica é a que vende mais discos em todo o mundo.

Ainda nesse segmento mais cult e seleto, Bryan Adams se apresenta em abril e Sting em maio. Já para a fatia de fãs jovens, as opções internacionais são as bandas novinhas como ?Pretty Reckles?s e ?The 1975?. Tem também o amado, odiado e polêmico Justin Bieber.

As bandas Evanescence, Korn e Linkin Park também se apresentam no Brasil em 2017, e podem ser opções para quem curte um som mais pesado.

3. ESPORTE

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Reprodução/Internet

O ano de 2016 foi importante para a constituição do cenário esportivo. Durante as Olimpíadas, que este ano aconteceu no Brasil, sediada no Rio de Janeiro, o inédito ouro olímpico da seleção masculina de futebol trouxe alegria e esperanças para o torcedor brasileiro.

O comando da seleção brasileira pelo técnino Tite também renovou as expectativas do público para o ano de 2017. Parece que esses dois fatos contribuíram facilmanete para que o brasileiro se esquecesse do antigo cenário negativo, quando a seleção levou 7 a 1 da Alemanha durante a Copa do Mundo em 2014.

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Se antes tínhamos um país de futebol falido, corrompido por dirigentes e marcado pela ?incompetência?, agora a conversa é outra. Os ânimos foram retomados e em 2017 a tendência é que deixemos de ser críticos e voltemos a deixar a emoção tomar conta, a vibrar e a torcer pelo sucesso de Tite e da nossa seleção.

4. POLÍTICA

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Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

As turbulências políticas vão continuar no ano que vem, quando devem ocorrer as delações premiadas e a conseqüente repercussão dos seus conteúdos. O analista político Marcelo Issa disse, durante entrevista para revista Exame, a grande probabilidade de 2017 ser um ano de manifestações populares contra o atual presidente, já que o governo Michel Temer possui baixíssima popularidade. ?A proliferação de denúncias de corrupção contra o presidente e seus ministros devem intensificar a oposição da opinião pública à permanência do governo e pode fazer aumentar a freqüência de manifestações nas ruas.

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Nesse contexto, o analista também destacou a possibilidade de haver uma eleição indireta no Brasil em 2017. ?Não se pode descartar essa hipótese de eleição indireta para presidente no próximo ano nem tampouco, embora mais improvável, o chamamento de eleição direta pelo Congresso para chefia do Executivo por meio de emenda constitucional?, afirma.

5. ECONOMIA

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Reprodução/Internet

Os reflexos da péssima situação política e da operação Lava Jato repercutem negativamente no nosso cenário econômico. Apesar da grande expectativa de que a economia brasileira seja melhor no próximo ano do que em 2016, ainda não será em 2017 que o país vai sair da crise.

A previsão é de que o ano que vem já comece com uma queda de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB). Os dados foram apresentados pela economista Sílvia Matos no seminário Perspectivas 2017: Economia e Política em Momento de Mudança, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).

?Nesse momento de transição econômica a gente não sabe quanto de desinflação virá, então o Banco Central está sendo extremamente cauteloso e, provavelmente, não terá a queda na taxa de juros esperada pelo mercado, logo, a economia não vai poder se recuperar com a mesma velocidade?, disse a economista durante o seminário.

A especialista também frisa que, para além do investimento na atividade industrial, o crescimento do setor de serviços seria um caminho importante para a aceleração da economia.

?Quando a situação econômica melhora de alguma forma o político é bem avaliado. Está dando os incentivos corretos. Vamos tentar arrumar essa economia, porque com a crise ninguém ganha, todos perdemos. É essa visão um pouco mais otimista. Não quer dizer que vamos resolver todos os problemas em 2017. O cenário de curto prazo reflete esses problemas tão grandes da nossa economia?, afirma.

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Fonte: Daniela Mazzei