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15/05/2015 17h59 | Atualizado em 15/05/2015 17h59

Marcha da Maconha em Salvador pede fim do extermínio da juventude Negra

Marcha da Maconha em Salvador pede fim do extermínio da juventude Negra

Marcha da Maconha em Salvador pede fim do extermínio da juventude Negra Foto: Divulgação
Da Redação

Será aos pés do caboclo, na Praça Campo Grande, que os ativistas pela descriminalização e regulamentação do cultivo da cannabis sativa darão início a Marcha da Maconha de 2015, a ser realizada no dia 24 de maio de 2015. Previsto para iniciar às 14h, os manifestantes da marcha levantarão bandeiras pelo ?Fim da Guerra às Drogas e o Fim do Genocídio da Juventude Negra?. Segundo a organização do evento, o tema é colocado em pauta após mortes de jovens negros, pobre e ?favelados?, como o caso dos 13 assassinados brutalmente, por trás, no bairro do Cabula, mais especificamente na comunidade da Engomadeira.

No dia 24 de maio, a concentração da manifestação se inicia às 12h, no Campo Grande, onde os participantes poderão confeccionar cartazes e camisas. A saída está marcada para as 14h; com parada na Secretaria Estadual de Segurança Pública ? localizada na Piedade, para ato público em nome de todos os mortos no Cabula; em seguida, Prefeitura. O objetivo dos organizadores é que a Marcha da Maconha chegue à sede do Governo Municipal às 16h20.

Este ano, a Marcha da Maconha traz diversos movimentos sociais (Negros, LGBT, Mulheres, entre outros) engajados pela mudança da política de Guerra às Drogas, iniciada no ano de 1961 e comandada pelos Estados Unidos, e que tanto influenciou a vida de milhares de pessoas, estigmatizando-as, reprimindo e as segregando.

Em Salvador, o movimento conta com o apoio de diversas entidades e associações: Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos (FEDDH-Ba), Rede Latino Americana de Pessoas que usam Drogas (Lanpud); 420 SSA; Lombra; Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (ABESUP); além de diversos ativistas (estudantes universitários; comunicólogos, psicólogos; médicos; redutores de danos; entre outros). Com a bandeira principal pelo fim do genocídio da juventude negra, em 2015 diversos movimentos sociais negros apoiam o ato: Levante Popular da Juventude Negra; Movimento Negro Unificado; Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN); e Reaja.

Outra grande bandeira da manifestação é o uso da maconha para fins medicinais, tendo a frente à Associação Multidisciplinar de Estudos sobre a Maconha Medicinal, criada em dezembro de 2014, uma das apoiadoras da Marcha.

O Aratu Online entrou em contato com a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), que informou ainda não ter sido informada pelos organizadores a respeito da organização do evento. A Polícia Militar não se manifestou até a publicação da matéria.

Fonte: Da redação