Por que Ancelotti não usou Endrick contra o Marrocos? Entenda motivo

Endrick vinha sendo decisivo nas últimas oportunidades que recebeu com a camisa amarelinha, mas Ancelotti não escalou o jogador contra o Marrocos

Por Dinaldo dos Santos.

A decisão do técnico Carlo Ancelotti de não colocar o atacante Endrick em campo no empate em 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, gerou questionamentos entre torcedores, jornalistas e comentaristas. O jovem atacante, que vinha sendo decisivo nas últimas oportunidades que recebeu com a camisa amarelinha, sequer saiu do banco de reservas.

Ancelotti não escala Endrick por questões táticas. Foto: Reprodução | Rafael Ribeiro/CBF

Nas partidas amistosas contra Croácia, Panamá e Egito, Endrick entrou no decorrer dos jogos e teve participação direta em momentos importantes, aumentando a pressão por uma maior utilização do jogador no Mundial. Mesmo assim, Ancelotti optou por iniciar a partida com Igor Thiago no comando do ataque e, ao substituir o centroavante durante o segundo tempo, escolheu Matheus Cunha.

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De acordo com apuração do UOL, a ausência de Endrick em campo está ligada, principalmente, a questões táticas. Embora o treinador italiano reconheça o enorme potencial do atacante e acredite que ele pode desempenhar um papel importante ainda nesta Copa do Mundo, a comissão técnica entende que o jogador precisa evoluir em alguns aspectos sem a bola.

Segundo o UOL, Ancelotti espera que o centroavante da equipe exerça uma pressão intensa na saída de bola adversária, permanecendo mais avançado e ocupando os espaços determinados pelo esquema de jogo.

Endrick, por sua vez, tem como característica recuar com frequência para participar da construção das jogadas, o que acaba tirando o jogador da posição ideal para executar a pressão defensiva desejada pelo treinador.

Ainda conforme reportagem do UOL, pessoas que acompanham o dia a dia da Seleção relatam que o atacante, apesar do grande talento demonstrado nos treinamentos, costuma agir de maneira bastante intuitiva e improvisada em campo. A comissão técnica entende que, por ser muito jovem, o jogador ainda está em processo de assimilação das orientações táticas.

Em algumas atividades, por exemplo, Endrick recebe determinadas instruções de posicionamento ou de tomada de decisão, concorda com as orientações, mas volta a repetir comportamentos anteriores em lances semelhantes. Internamente, porém, a situação não é tratada como um problema, mas sim como uma etapa natural no desenvolvimento de um atleta de apenas 19 anos.

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Endrick Jogo Rafael Ribeiro Cbf

Pessoas ligadas ao estafe do atacante defendem que o impacto imediato do jogador quando entra em campo demonstra que as questões táticas não comprometem seu desempenho. Ainda assim, a comissão técnica acredita que uma evolução na consciência tática e no posicionamento poderá abrir mais espaço para que o jovem tenha oportunidades maiores ao longo do torneio.

A próxima chance de Endrick ganhar minutos pode acontecer na sexta-feira (19), quando o Brasil enfrenta o Haiti, na Filadélfia, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Até lá, a expectativa permanece: o talento do atacante parece indiscutível, mas, para Ancelotti, ainda é preciso alinhar o brilho individual às exigências do sistema de jogo.

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