Polêmica: Siga Pedro se posiciona contra o uso da expressão 'lá ele'
Cunho homofóbico é discutido após fala de Valesca Popozuda e gera polêmica: Siga Pedro se posiciona contra o uso da expressão 'lá ele'
Por João Tramm.
O uso da expressão “Lá Ele”, um dos símbolos mais populares da resenha baiana, passou a ocupar o centro das polêmicas desde a crítica de Valesca Popuzada. Em entrevista ao videocast, Aratu Tá On, o influenciador Siga Pedro se posiciona contra o uso da expressão 'lá ele'.
Publicitário e influenciador Pedro Valente, conhecido na rede social como Siga Pedro, afirmou que decidiu abolir o termo do seu vocabulário por entender que ele carrega um subtexto homofóbico. A fala feita segue o mesmo tom de Valesca Popuzada, artista que esteve na Bahia e criticou o uso da expressão.
Veja momento:
Siga Pedro se posiciona contra o uso da expressão 'lá ele'
Durante o episódio da última sexta-feira (10), o criador de conteúdo revelou que não usa mais a expressão há cerca de três anos — uma mudança motivada por reflexões após ouvir um ativista LGBTQIA+ durante a gravação de um podcast. Na época, ele entrevistou um ativista da causa e que mudou sua perspectiva sobre o assunto.
Segundo o influenciador, apesar do uso descontraído, o “Lá Ele” funciona como uma reação de rejeição, frequentemente associada — ainda que de forma implícita — a comportamentos ligados à homossexualidade.
“O que está na legenda do que se fala, na verdade, é ‘não essa coisa abominável para mim'. A mensagem lá no fundo, ainda aqui na resenha, é essa”, explicou.
Pedro Valente reconhece a força cultural da expressão e sua presença no cotidiano baiano, mas defende que é possível repensar hábitos linguísticos sem abrir mão do humor.
“O baiano é uma máquina de resenha. A gente tem tantas outras formas de brincar”, afirmou.

Uma bebedeira deu origem ao Siga Pedro
O surgimento do 'Siga Pedro' não foi planejada. Publicitário acostumado a ficar atrás das câmeras, ele se viu confinado em um apartamento de 50 m² durante a pandemia, lidando com o estresse e sua hipocondria. A "virada de chave" aconteceu após uma noite de insônia e alguns cálices de licor.
"Eu peguei licor... dei uma relaxada e fiz assim: 'Vou postar um vídeo'", relembrou. O vídeo em questão ironizava o modo como os baianos usavam máscaras no início da crise sanitária — penduradas na orelha ou removidas para espirrar
Ao acordar, o susto: sua conta pessoal saltou de 1.000 para 15.000 seguidores em uma noite. O feedback positivo sobre a leveza que trazia em tempos sombrios deu a ele um novo propósito.
Ainda durante o papo no Aratu On, ao ser questionado se ser influencer é profissão, Pedro disse que não podia ser considerado. Para ele, o termo "influenciador" é frequentemente mal empregado. "Influência não é profissão. Geração de conteúdo é profissão", disparo.
Ele defende que influenciar é, na verdade, um "subproduto" do trabalho de criar algo relevante e construir uma história de confiança com o público.
Aratu Tá On
Esse é mais um grande nome que passa pelo podcast Aratu Tá On. Por aqui já passaram nomes como Záu O Pássaro, Ruivo Baiano, J.Eskine, O Kanalha, Oh Polêmico, Parangolé e Guga Meyra, Rafa Jammil, Sofia Pitta, Peu da Mata e Iasmin Rocha.
O último episódio contou com a presença de Matheus Seixas e Yan Moraes, sócios da Pãozito. No papo, eles contaram desafios que já passaram e deram dicas de como dar certo no empreendedorismo.
Saúde também é assunto constante no Aratu Tá On. Durante o janeiro branco, a psicóloga Maiumi Souza deu dicas para ajudar a manter o bem-estar. O podcast também já recebeu médicos, dentre eles, a dra. Larissa Voss, que esclareceu mitos e verdades sobre a asma.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).