Brasil criou mais de 100 mil empregos formais em setembro, menor número desde 2020
Dados são do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego
Por Beatriz Nonato.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, nesta quarta (4), os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de setembro. O número é a diferença entre as contratações e demissões.
No período, foram criados 121,3 mil postos de trabalho formais, com carteira assinada. O indicador é medido subtraindo a quantidade de demissões da quantidade de contratações. O número é 24,7% menor do que em agosto, quando o país criou 161 mil empregos. O número de setembro de 2026 é o menor para o mês desde 2020.

Em comparação a setembro do ano passado, a criação de empregos caiu 43,5%. Na ocasião, haviam sido criados 214,6 mil postos de trabalho, considerando as declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Criação de empregos por setor
Em setembro, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais. Destes, somente a agropecuária demitiu mais do que contratou. Veja os números:
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
O mês de setembro é tradicionalmente fraco para a agropecuária, devido ao início do plantio. O efeito inverso é observado na indústria, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Índice por região
Na separação por estado e região, todas as cinco regiões do Brasil abriram vagas formais em setembro. Confira:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por estados, somente um demitiu mais do que contratou: o Rio Grande do Sul. Foram 2,9 mil demissões a mais do que contratações. Já os estados que mais criaram empregos foram São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
O MTE afirma que o saldo negativo no Rio Grande do Sul é decorrente do fim da safra do fumo e da retração no varejo.

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