Professores da rede particular da Bahia mantêm estado de greve e aprovam nova paralisação

Os professores da rede particular da Bahia decidiram manter estado de greve, após assembleia realizada nesta terça (17)

Por Liven Paula.

Os professores da rede particular da Bahia decidiram manter o estado de greve após assembleia realizada nesta terça-feira (17). A categoria também aprovou uma nova paralisação das atividades para o dia 16 de julho, quando uma nova reunião irá decidir sobre a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado.

Os professores da rede particular da Bahia decidiram manter o estado de greve após assembleia realizada nesta terça-feira (17). | Reprodução/ Redes Sociais

A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) promovida pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA). Segundo a entidade, mais de mil docentes participaram da reunião.

Apesar da insatisfação da categoria, os professores optaram por não iniciar uma greve neste momento. De acordo com o sindicato, a medida representa um voto de confiança nas negociações com o setor patronal, principalmente em relação às reivindicações sobre o excesso de trabalho fora da carga horária contratada.

Reivindicações dos professores da rede particular da Bahia

Em entrevista ao Aratu ON, o presidente do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), Allysson Mustafa, revelou que a paralisação ocorre ato ocorre por conta da falta de consenso na Campanha Salarial entre a categoria e o sindicato patronal, que representa os donos de escolas.

O Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) indicou que os trabalhadores afirmam que enfrentam sobrecarga de trabalho e realizam diversas atividades sem remuneração adequada.

 

O Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) indicou que os trabalhadores afirmam que enfrentam sobrecarga de trabalho e realizam diversas atividades sem remuneração adequada. | Reprodução: Agência Brasil

 

A categoria busca garantir melhores condições de trabalho e ampliar direitos. “Temos trabalhado exaustivamente e boa parte desse trabalho é realizada sem recebimento. Estamos lutando por mais valorização e melhores condições para os professores”, afirmou.


De acordo com o professor Allysson Mustafa, a categoria busca garantir melhores condições de trabalho e ampliar direitos. “Temos trabalhado exaustivamente e boa parte desse trabalho é realizada sem recebimento. Estamos lutando por mais valorização e melhores condições para os professores”, afirmou.

Além da falta de avanços nas negociações, os docentes demonstram preocupação com propostas apresentadas pelas instituições de ensino. Segundo Mustafa, o setor patronal discute a possibilidade de reduzir benefícios já conquistados pela categoria, como o período de recesso e a concessão de bolsas de estudo para filhos de professores.

Em nota, o Sinpro-BA informou que, durante a rodada de negociação realizada em 27 de maio, os representantes das escolas particulares rejeitaram as propostas apresentadas pelo sindicato. Entre as reivindicações negadas estão o reajuste salarial, a qualificação do piso da categoria, a ampliação do recesso e a regulamentação, com remuneração específica, das atividades e avaliações exigidas pelas instituições de ensino.

A entidade também critica o que classifica como excesso de trabalho não remunerado, incluindo tarefas administrativas, elaboração e correção de avaliações e outras demandas realizadas fora da jornada regular.

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