Salvador registra queda no preço da cesta básica; confira valor

Capital baiana registra queda no preço da cesta básica nos últimos 12 meses de acordo Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos; confira valor

Por Laraelen Oliveira.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em conjunto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), registrou uma queda no valor da cesta básica em Salvador ficando com um custo médio de R$ 616,28 durante o mês de janeiro, com redução de 0,64%.

Mesmo com a queda registrada, Salvador não está entre as capitais com a cesta básica mais barata do país/Foto: Divulgação/PT

Nos últimos 12 meses, cerca de sete dos doze produtos da cesta básica registraram queda em seus valores na capital baiana. Entre os alimento com maior redução estão: 

  • Arroz agulhinha (-25,27%);
  • Açúcar cristal (-15,19%); 
  • Tomate (-12,07%);

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Os preços do leite integral (-8,71%), óleo de soja (-8,51%), manteiga (-8,08%) e farinha de mandioca (-2,05%) também contaram com redução. Entretanto, por outro lado, houve alta em alguns produtos como: 

  • Café em pó (27,51%);
  • Pão francês (7,72%);
  • Carne bovina de primeira (4,95%);
  • Banana (2,52%); 
  • Feijão carioca (0,87%);

A redução em itens como arroz e açúcar está relacionada à melhora nas condições de safra e à maior oferta no mercado interno, o que contribui para a diminuição dos preços ao consumidor/Foto: Reprodução 

Em comparação com o mês de dezembro, oito dos 12 produtos apresentaram redução de preços em janeiro, incluindo:

  • Açúcar cristal (-3,86%);
  • Óleo de soja (-3,61%);
  • Banana (-3,25%);
  • Manteiga (-3,22%);
  • Arroz agulhinha (-2,14%);
  • Farinha de mandioca (-0,97%);
  • Café em pó (-0,97%);
  • Leite integral (-0,45%);

Os demais itens registraram alta, tomate (10,43%), pão francês (2,68%), carne bovina de primeira (2,60%) e feijão carioca (0,14%).

Após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o salário líquido mostrou que o comprometimento da renda com a cesta básica caiu para 41,10%, contra 43,26% em dezembro de 2025 e 44,17% em janeiro de 2025. 

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Entrou em vigor o novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621. O valor representa um aumento de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518, que vigorou em 2025. Apesar de já estar valendo, o pagamento com o novo valor começará a ser feito a partir de fevereiro, referente à folha salarial de janeiro.

O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, retomada em 2022. Pela regra, o aumento anual considera a inflação acumulada dos 12 meses até novembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 4,18% em 2025, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, que registrou alta de 3,4% em 2024.

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Com base nesses índices, o salário mínimo deveria chegar a aproximadamente R$ 1.636. No entanto, o cálculo foi limitado por uma lei aprovada em 2024, que estabelece um máximo de reajuste de até 2,5% acima da inflação entre 2025 e 2030. A medida integra os ajustes propostos pelo governo para adequar o crescimento do salário mínimo às regras do arcabouço fiscal.

O custo da cesta básica varia entre as capitais brasileiras devido a fatores como logística, produção local e demanda, evidenciando desigualdades regionais no acesso a alimentos/Foto: Reprodução 

O novo salário mínimo de R$ 1.621 está diretamente relacionado à mudança no peso da cesta básica no orçamento das famílias, pois influencia o poder de compra do trabalhador. Com o reajuste de 6,79%, calculado com base na inflação (INPC) e no crescimento do PIB, o rendimento nominal aumentou. Ao mesmo tempo, o custo médio da cesta básica em Salvador caiu para R$ 616,28 em janeiro, registrando redução mensal e queda acumulada em diversos produtos ao longo dos últimos 12 meses, como arroz, açúcar e leite. Essa combinação de salário maior e alimentos mais baratos contribui para aliviar a pressão sobre o orçamento doméstico.

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O reflexo dessa relação aparece no comprometimento da renda: após o desconto da Previdência, a parcela do salário líquido destinada à compra da cesta básica caiu para 41,10%, percentual menor que o registrado em dezembro e em janeiro do ano anterior. Isso significa que o trabalhador precisa de uma parte menor do seu salário para adquirir os mesmos itens essenciais, o que representa um ganho no poder de compra. Mesmo com a alta em alguns produtos, como café e carne bovina, o cenário geral indica uma melhora relativa nas condições de consumo das famílias.

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