87% dos brasileiros vão usar IAs na Black Friday
Somente 15% aceitam que as ferramentas escolham a loja
Por Victor Hernandes.
Fonte: SBT NEWS
Cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros, a inteligência artificial tem ganhado espaço na hora da compra, principalmente na etapa de checagem e comparação. Ainda assim, na hora da definir o produto, os consumidores escolhem por conta própria onde e como querem comprar. É o que mostra uma pesquisa recente do Reclame AQUI, site de avaliação de empresas e serviços.

De acordo com o levantamento, 87% dos consumidores têm a intenção de usar IA na Black Friday, mas apenas para pesquisar e não para decidir. Somente 15% aceitam que as ferramentas escolham a loja. Este número diminui para 4% quando se trata daqueles que aceitam fazer isso sem checar as informações apresentadas pela IA.
Reputação das lojas e medo de golpes
A mesma pesquisa mostra que o brasileiro ainda confia na reputação das lojas, o que demonstra ser um ponto quase decisivo para a escolha dos consumidores. De acordo com o levantamento, 64% descartam uma sugestão feita pelas inteligências artificiais se a loja for mal avaliada.
Muitos internautas demonstram medo de cair em golpes que podem ser gerados por inteligências artificiais. Isso porque, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados (SITEPD), os golpes têm ficado cada dia mais sofisticados e difíceis de identificar.
Um estudo feito pelo sindicato aponta que, entre 2021 e 2025, o número de pessoas vítimas desse tipo de crime aumentou 141%, o que reforça o cuidado do consumidor com as indicações das IAs.
"A inteligência artificial resolveu o problema da informação, não o da confiança. Ela compara modelos e encontra o menor preço em segundos, mas não responde à única pergunta que trava a mão do consumidor na hora de pagar: essa empresa resolve quando dá errado? Essa é a resposta que se acumula há 26 anos no Reclame AQUI, com mais de 29 milhões de consumidores construindo esse histórico, reclamação por reclamação. É a ele que o brasileiro recorre antes de decidir, e é por isso que o algoritmo sugere, mas quem confirma é a reputação", disse Edu Neves, CEO e cofundador do Reclame AQUI.
Entre os comportamentos observados pela pesquisa, 71% utilizam a IA para comparar especificações técnicas e modelos, enquanto 44% procuram cupons e preços melhores. Ou seja, na hora de escolher a compra, o fator humano segue muito presente nesse processo.
Condição para consumir novas marcas
De acordo com os levantamentos, esta Black Friday demonstra uma alta rotatividade e uma abertura maior dos consumidores para novas lojas. 62% apontam estar mais abertos a comprar em lojas onde nunca compraram, 44% seguem indecisos e 18% têm intenção de apostar em novos e-commerces, em comparação com 38% que preferem comprar de quem já conhecem.
Na decisão final, quem ainda decide se o consumidor vai ou não realizar a compra é o preço (67%). Apesar de as IAs serem uma realidade, o consumidor também vai priorizar a reputação da empresa e da marca (28%) e as avaliações de outros consumidores sobre o produto (22%), que representam um número considerável na decisão de novos compradores.

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