Silêncio é linguagem, e você escolhe como usar
Tem gente que chama de maturidade. Nem todo silêncio é evolução. Muitas vezes, é o uso equivocado do silêncio. Ele pode ser cuidado ou castigo, fuga e desregulação emocional.
A diferença aparece em três coisas bem objetivas: aviso, prazo e intenção.
Quando o silêncio é pausa saudável, ele vem com comunicação mínima e honesta. Você avisa que precisa respirar, estabelece um prazo (mesmo que seja curto) e volta com intenção de resolver. É uma pausa para não ferir, não para punir. É o silêncio que protege a relação.
Já o silêncio punitivo, a pessoa some sem aviso, não dá prazo e ainda cria um jogo emocional onde o outro precisa adivinhar o que aconteceu. Como se amor fosse telepatia. Como se relacionamento fosse prova. Como se o outro tivesse obrigação de decifrar seu mundo interno - e ainda acertar.
Se você precisa de tempo, ótimo. Só comunique. Uma pausa consciente pode ser tão simples quanto: “Eu não estou bem agora e posso falar de um jeito que machuca. Preciso de um tempo”. Não é castigo, é cuidado. Agora, depois, volta para ter a conversa, viu?
Isso é presença. Isso é autorresponsabilidade. E isso protege a relação de virar um campo minado de indiretas, suposições e ressentimentos. A maturidade emocional não é sumir. É sustentar o vínculo mesmo quando você precisa respirar.
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*Este material não reflete, necessariamente, a opinião do Atratu On
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