Cidadania

O quinto poder: a força da sociedade civil organizada

Paulo Cavalcanti
Colunista On: Paulo CavalcantiEmpresário, advogado e presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia
O quinto poder: a força da sociedade civil organizada

Você sabia que faz parte do quinto poder? Pois é. Andei pesquisando sobre esse assunto e quero compartilhar uma reflexão.

A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 1º, que todo poder emana do povo. Mas você já parou para pensar no que isso significa? Se o poder pertence ao povo brasileiro, do qual fazemos parte, por que tantas vezes nos sentimos distantes das decisões que determinam nosso futuro?

Conhecemos os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário. Existe também o chamado quarto poder, expressão tradicionalmente utilizada para se referir à imprensa, pelo seu papel de informar, fiscalizar e acompanhar o exercício do poder.

Mas e o quinto poder? É aí que quero chegar.

Estou falando da sociedade civil organizada, do associativismo e da capacidade que temos de reunir pessoas, fortalecer nossas vozes e construir uma convergência de vontades e forças em torno de interesses comuns.

É quando deixamos de agir isoladamente e compreendemos que, juntos, podemos participar das decisões, defender nossos direitos e contribuir para transformar a realidade.

É isso que nos torna parte desse quinto poder.

E o que estou querendo dizer com tudo isso? Que precisamos desenvolver e amadurecer nossa Inteligência Cidadã. Aprender a exercer a cidadania, compreender nossas responsabilidades e construir uma cultura de participação.

O empresário precisa exercer sua cidadania empresarial. Não basta administrar seu negócio, produzir, gerar empregos e pagar impostos; é preciso compreender que as decisões tomadas fora da empresa também determinam seu futuro.

Da mesma forma, todos nós precisamos desenvolver aquilo que chamo de Consciência Cidadã Participativa Transformadora. Uma consciência que não se limita a reclamar dos problemas, mas nos leva a participar, organizar, propor e agir para transformá-los.

E qual deve ser o nosso movimento agora?

Transformar a força dos associativistas, das entidades e das organizações da sociedade civil em uma força coletiva, organizada e convergente. Fazer do associativismo um instrumento efetivo de participação e representação no Brasil.

Não se trata de criar mais um poder constitucional, mas de reconhecer e exercer a força que a própria sociedade possui quando se organiza, porque existe uma verdade que precisamos compreender: poder respeita poder. E, se queremos ser ouvidos e respeitados, precisamos aprender a organizar e exercer o nosso.

Nenhum de nós precisa caminhar sozinho. A sociedade civil organizada pode e deve assumir seu lugar nas decisões que definem os rumos do país.

Esse é o quinto poder que precisamos fortalecer. Afinal, o futuro do Brasil é da nossa conta, e ele começa agora.

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Paulo Cavalcanti

Paulo Cavalcanti

Empresário, advogado e presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia

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