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Inteligência cidadã: é preciso saber analisar as promessas eleitorais

Paulo Cavalcanti
Colunista On: Paulo CavalcantiEmpresário, advogado e presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia
Inteligência cidadã: é preciso saber analisar as promessas eleitorais

Nossa política está pegando fogo. Estamos diante de uma das eleições mais difíceis que já presenciei. E, a cada dia, surgem novas perguntas, provocações e promessas que merecem reflexão.

Há mais de oito anos, quase uma década, portanto, reivindicamos uma medida natural e necessária: o reajuste dos limites de faturamento do MEI e do Simples Nacional. Agora, a poucos dias das eleições, aparecem propostas que envolvem a destinação de R$ 5 mil mensais e o perdão de R$ 1,6 bilhão em dívidas.

Eleição 1

São questões distintas. A renúncia fiscal é importante, assim como a negociação de dívidas de difícil recuperação. São medidas que podem trazer benefícios, mas para as quais precisamos fazer algumas perguntas.

De onde vieram essas propostas? Por que somente agora? Onde esses recursos vão caber no orçamento? Como essas medidas serão implementadas e quais serão seus efeitos?

Será que ainda acreditam que o eleitor brasileiro não tem capacidade de fazer uma avaliação analítica e crítica das promessas que recebe?

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É justamente aí que entra a inteligência cidadã: ter consciência cidadã participativa transformadora significa examinar cada proposta, buscar informações, questionar sua viabilidade e compreender suas consequências.

E isso precisa acontecer independentemente de quem esteja fazendo a promessa. Pode ser alguém da direita, da esquerda ou até aquele líder político que você admira e defende com tanta paixão.

Não podemos menosprezar a inteligência do cidadão brasileiro. Nossa sociedade amadureceu e precisa demonstrar esse amadurecimento na forma como acompanha, questiona e participa das decisões políticas.

Não basta ouvir uma promessa e aplaudir; é preciso analisar o que está sendo oferecido, de onde virão os recursos e se aquilo que está sendo anunciado poderá, de fato, ser cumprido.

Pense, analise, questione e procure compreender o que realmente estão nos prometendo.

O futuro do Brasil é da nossa conta, e ele começa agora.

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Paulo Cavalcanti

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