Três fatores que te impedem de se posicionar na vida
Se um ambiente não te cabe por inteiro, importa saber se os limites são saudáveis para ambos os envolvidos, por quanto tempo você pretende permanecer ali e se há espaço para ajustes na relação. Seja ela trabalhista, amorosa, social e até familiar.
É muito comum eu atender pessoas que buscaram por décadas se ajustar a contextos que não as representam. Isso tem tudo a ver com posicionamento. A sua filosofia de vida, a forma como você se relaciona com os conflitos que chegam até você, o conteúdo que você escolhe valorizar em seu discurso, os sentimentos que você desperta com suas atitudes tem a ver com posicionamento.
Não se trata só do que é oficial, revisado, editado, com filtro, com o seu melhor exposto e apresentado das mais variadas formas, mas o que você faz quando ninguém está te olhando, ou o esforço que você tem para ser o melhor no que se dispõe sem ficar avisando no megafone.
Não há posicionamento sustentável na vida online do que você não organiza em sua vida off. Na era das redes sociais, nessas pequenas janelas em que muitos passam muitas horas consumindo recortes da vida cotidiana onde alguém escolhe a melhor parte para socializar, muito cuidado com: a vulnerabilidade que é confundida com exposição; a inspiração que é usado para modelar padrões que não condizem com a realidade que você diz querer viver. É mais fácil copiar alguém que está ali pronto do que fazer do seu jeito.
Minha proposta neste vídeo é: não inverta a ordem de sua busca por posicionamento. Tudo que vem de fora para dentro em algum momento vai cair no desânimo, na sensação de incapacidade, insuficiência e por aí vai.
Considere três fatores para começar a jornada de se posicionar na vida e consequentemente sua comunicação será diretamente impactada. O primeiro fator é "conhecimento", que quando não é bem explorado nos impede de ter informações cruciais para mensurar ganhos e perdas entre permanecer ou partir de algo.
Segundo fator é o "autoconhecimento", a potente ferramenta que nos impulsiona a assumir nossas sombras e luzes, a sermos responsáveis pelo que geramos nas pessoas e bancar o que falamos. Reconhecer que nosso posicionamento não visa convencer ninguém, nem tampouco maltratar, apenas estabelecer nossos limites, valores inegociáveis e o modo que escolhemos viver a nossa vida. Somos o que fazemos e o outro escuta mais o que a gente faz do que, o que falamos. Se retirarem suas palavras, o que fica na relação? Pense nisso com muita profundidade e verá que temos muito a trabalhar em nós mesmos, ao invés de apontar que fulano uma hora age assim e outra hora age assado.
Terceiro fator é a ação, subestimada por muitos, atropelada por outros que não se planejam e simplesmente fazem o que dá na telha sem avaliar o impacto que suas atitudes geram na vida de outras pessoas. Somos responsáveis pelo que falamos e mais ainda quando nos importamos verdadeiramente em saber o que o outro sente a respeito do que foi dito.
Te convido a falar mais com menos palavras. A sua forma de viver cada dia de sua vida revela o seu posicionamento! Está presente em absolutamente tudo, do que você escolhe comer à forma que você escolhe tratar as pessoas que talvez você nunca mais veja na vida.
Por onde passar, dê o seu melhor com o que for possível e estiver disponível. Lembre-se de não permitir que ninguém passe por você sem sair um pouco melhor do que chegou. O posicionamento de quem escolhe se autorrealizar tem como finalidade: ser feliz!
Importe-se com o que você fala e se importe mais ainda com o ‘como’ você tem vivido. O que você tem comunicado ao mundo? As pessoas que convivem com você? Eis aqui uma excelente reflexão para que você se dedique até o nosso próximo encontro.
*Este material não reflete, necessariamente, a opinião do Aratu On.
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