Startups do Hub Salvador ganham acesso a recursos para desenvolver projetos de inovação
Parceria com IFBA e Embrapii permite financiamento não reembolsável e pode reduzir a participação financeira das empresas nos projetos
Por Da redação.
Startups residentes no Hub Salvador, equipamento gerido pelo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Cepedi) e vinculado à Prefeitura de Salvador, passaram a contar com uma nova oportunidade para desenvolver projetos de inovação. A iniciativa conta com o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

A parceria possibilita que empresas de base tecnológica desenvolvam novas tecnologias, produtos e processos com apoio técnico e acesso a recursos não reembolsáveis. Na prática, o modelo busca reduzir os riscos financeiro e tecnológico envolvidos no desenvolvimento de soluções inovadoras.
Como funciona o apoio às startups do Hub Salvador
O modelo reúne três participantes: Ifba, Embrapii e empresa. Os projetos são desenvolvidos com suporte técnico do Instituto, enquanto o financiamento é dividido entre as partes envolvidas.
Segundo a coordenadora executiva do Hub Salvador, Fernanda Moraes, o Sebrae também participa da iniciativa para facilitar o acesso das startups aos recursos.
“Nesse modelo, numa tríade Ifba/Embrapii/Empresa, o projeto é desenvolvido com suporte técnico do Instituto, e o financiamento é dividido por três partes. Para facilitar a participação da empresa, o Ifba traz o Sebrae para fomentar com até 70% da obrigação financeira que seria da empresa”, afirma.
A proposta permite que startups residentes no Hub Salvador tenham acesso a uma estrutura de pesquisa e desenvolvimento tecnológico sem precisar arcar sozinhas com os custos envolvidos na criação e no teste de novas soluções.
Recursos não reembolsáveis reduzem risco para startups
Um dos principais diferenciais do modelo é a utilização de recursos não reembolsáveis. De acordo com o professor e pesquisador do curso de Engenharia de Energia do IFBA, Deividson Silveira, isso significa que o valor destinado ao projeto não precisa ser devolvido pela empresa e não exige, como contrapartida, a entrega de participação societária.
“Um recurso não reembolsável é um valor aplicado no projeto que não precisa ser devolvido nem exige entrega de ações da empresa. A divisão de custos reduz o risco de sair do zero porque a startup paga apenas uma fração do projeto, usa a infraestrutura e os pesquisadores de institutos renomados e preserva o próprio caixa enquanto testa e desenvolve a tecnologia”, explica.
Para as empresas, o modelo pode representar uma forma de desenvolver e validar tecnologias preservando parte dos recursos próprios durante o processo de inovação.

IFBA aproxima pesquisa e mercado
Além do impacto para as startups, a iniciativa amplia a conexão entre a pesquisa acadêmica e o setor produtivo. Para Deividson Silveira, a aproximação permite que o conhecimento produzido nas instituições de ensino seja aplicado a problemas concretos do mercado.
“A instituição ganha porque valida suas pesquisas no mundo prático, atrai novos investimentos e fontes de financiamento para seus laboratórios, e oferece aos seus alunos e pesquisadores uma formação mais completa, conectada aos desafios reais do setor produtivo. A ciência se fortalece quando mostra seu valor prático e ajuda a mover a economia”, afirma.
A atuação conjunta entre IFBA, Embrapii, Sebrae e Hub Salvador, portanto, cria uma possibilidade para que empresas de base tecnológica avancem no desenvolvimento de produtos, processos e tecnologias, ao mesmo tempo em que aproxima pesquisadores das demandas do mercado.
A iniciativa amplia as possibilidades de investimento em inovação para as startups residentes no Hub Salvador e reforça a conexão entre empreendedorismo, pesquisa e desenvolvimento tecnológico na capital baiana.
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