Bahia prepara legado social para a Copa do Mundo Feminina de 2027
Salvador terá sete partidas da Copa do Mundo Feminina e prepara ações voltadas à segurança das mulheres
Por João Tramm.
Salvador será uma das oito cidades brasileiras a receber a Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027. Além dos sete jogos previstos para a capital baiana, o torneio vem sendo usado como oportunidade para ampliar políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, com medidas que devem permanecer após o fim da competição.
A proposta apresentada pelo governo estadual é diferente da lógica adotada durante a Copa do Mundo Masculina de 2014. Na ocasião, os principais legados associados ao evento em Salvador foram obras de infraestrutura, como a Arena Fonte Nova e a expansão do sistema metroviário. Para 2027, a aposta é em ações relacionadas a direitos humanos, segurança e autonomia econômica.
Salvador receberá sete partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027. O torneio será o primeiro Mundial feminino realizado no Brasil e terá oito cidades-sede. Inclusive, a FIFA já abriu as inscrições para o programa de voluntariado da Copa.

Copa do Mundo Feminina terá novos espaços de acolhimento
Entre as medidas previstas está a implantação de uma sala permanente de acolhimento e orientação para mulheres na Estação Campo da Pólvora, do metrô de Salvador.
O espaço deverá se somar às estruturas que já funcionam nas estações Pirajá e Rodoviária. A ideia é que o atendimento não fique restrito ao período da Copa do Mundo Feminina e continue disponível para as passageiras depois do torneio.
A estrutura deve oferecer orientação e acolhimento para mulheres que estejam em situação de vulnerabilidade ou precisem de informações relacionadas à rede de proteção.
Apoio às mulheres
Além das ações de segurança e acolhimento, o planejamento para a Copa também inclui iniciativas voltadas à geração de renda. Um dos públicos considerados são mulheres artesãs, que estão participando de programas de capacitação em letramento digital e financeiro.
A intenção é prepará-las para utilizar ferramentas digitais, organizar a atividade econômica e ampliar a possibilidade de comercialização dos produtos durante o período de maior circulação de turistas provocado pelo Mundial.
“Quando a gente rompe uma violência doméstica, muitas vezes passa pela autonomia econômica”, afirmou a representante do governo responsável pela iniciativa. Segundo ela, muitas mulheres ainda vivem em situação de vulnerabilidade justamente pela falta de autonomia financeira.
O evento deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia brasileira além de gerar 73,7 mil postos de trabalho. De acordo com a FGV, os impactos previstos são resultado de dois principais fatores.
A preparação para o Mundial coloca em discussão qual será o legado deixado pelo evento em Salvador. A expectativa é que as estruturas e programas criados para a competição não sejam desmontados depois do último jogo.
“Nós vamos deixar legados sociais, e um deles é a implantação de ações seguras para as mulheres”, afirmou a representante do governo.
Assista ao programa na íntegra
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