Quando começa o pagamento do Pé-de-Meia 2026? Veja cronograma
O Ministério da Educação divulgou o calendário do Pé-de-Meia 2026, com datas de depósitos ao longo do ano para estudantes do ensino médio da rede pública
Por Ananda Costa.
O calendário de pagamentos do Pé-de-Meia 2026 foi divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Ministério da Educação. O primeiro repasse está previsto para ocorrer entre 23 e 30 de março, referente ao incentivo matrícula.

Ao longo do ano, os estudantes contemplados receberão parcelas mensais de R$ 200, de acordo com o mês de nascimento. Os valores serão depositados em contas digitais abertas automaticamente pela Caixa Econômica Federal em nome dos alunos.
No caso de menores de idade, a movimentação da conta dependerá de autorização do responsável legal.
Confira o cronograma do Pé-de-Meia 2026
Incentivo matrícula (parcela única): 23 a 30 de março
Incentivo frequência (1ª parcela): 27 de abril a 4 de maio
Incentivo frequência (2ª parcela): 25 de maio a 1º de junho
Incentivo frequência (3ª parcela): 29 de junho a 6 de julho
Incentivo frequência (4ª parcela): 24 a 31 de agosto
Incentivo frequência (5ª parcela): 21 a 28 de setembro
Incentivo frequência (6ª parcela): 19 a 26 de outubro
Incentivo frequência (7ª parcela): 23 a 30 de novembro
Incentivo frequência (8ª parcela): 21 a 28 de dezembro
Incentivo frequência (9ª parcela): 25 de janeiro a 1º de fevereiro
Incentivo Enem e incentivo conclusão (parcelas únicas): 22 de fevereiro a 1º de março
Como a frequência do aluno influencia o pagamento
Em vigor desde março de 2024, o programa Pé-de-Meia é um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público. No total, cada estudante pode receber até R$ 9.200, desde que atenda aos critérios como os de frequência em, no mínimo, 80% das aulas. As informações são do Ministério da Educação.
A parcela paga em um mês é sempre referente à frequência em meses anteriores e leva em conta um cálculo contínuo. O programa mede tanto a presença dos estudantes em cada mês de aula como a soma de todas as presenças durante o ano letivo.
Caso o aluno tenha uma frequência menor do que 80% em algum mês, a parcela referente a esse período não será paga, mas, se nos meses seguintes ele continuar comparecendo às aulas até acumular os 80% de média de assiduidade, poderá receber o incentivo daquele mês, que havia sido bloqueado.
MEC propõe estender Pé-de-Meia

O ministro da educação, Camilo Santana, declarou estar em negociação para a ampliação do programa federal Pé-de-Meia a todos os estudantes do ensino médio público do país, a partir de 2026.
Segundo Santana à Agência Brasil, ele tem discutido a universalização do programa com diversas lideranças. Entre elas, o presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB). As conversas também envolvem as Comissões de Educação das duas Casas, com o objetivo de viabilizar o orçamento necessário para 2026 para a aplicação da mudança em 2026.
À Agência Brasil, Camilo Santana explica que a atual delimitação dos estudantes da rede pública que têm direito ao benefício é baseada na renda familiar e na inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). "Às vezes, a diferença entre um aluno e outro, dentro da sala de aula, é tão pequena na questão do CadÚnico, na renda per capita, que não justificaria que ele também não tenha recebido o Pé-de-Meia", argumenta.
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