Metrô oferece serviços gratuitos no Dia Nacional da Visibilidade Trans
Ação em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans acontece nesta quarta-feira (29), na Estação da Lapa, com atendimentos e orientações à população trans
Por Ananda Costa.
Em celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado em 29 de janeiro, o Metrô de Salvador, em parceria com o CPDD LGBT, realiza uma ação voltada à promoção da dignidade, do respeito e do acesso a direitos da população trans.

A atividade acontece nesta quarta-feira (29), a partir das 9h, no mezanino da Estação da Lapa, em Salvador. A iniciativa tem como foco o reconhecimento do nome social e dos pronomes de pessoas trans, apontados como medidas fundamentais no enfrentamento à transfobia.
Durante a ação, serão oferecidos atendimentos multiprofissionais, com orientações, escuta qualificada e encaminhamentos para diferentes demandas.
Um dos principais serviços disponibilizados durante o Dia Nacional da Visibilidade Trans será a retificação de nome e gênero em documentos civis, que será realizada de forma rápida e gratuita para as pessoas interessadas. Qualquer pessoa trans poderá participar da atividade, mesmo sem apresentar todos os documentos exigidos para o procedimento.
Para o atendimento de retificação de nome e gênero, é necessário apresentar certidão de nascimento atualizada (com no máximo 90 dias da data de emissão), certidão de casamento (para pessoas casadas), RG com até 10 anos de expedição, CPF, título de eleitor, comprovante de residência e certificado de reservista. A segunda via da certidão de nascimento pode ser solicitada gratuitamente em cartório.
Além da retificação, o Dia Nacional da Visibilidade Trans contará com acolhimento e orientações para pessoas que desejarem apenas informações ou encaminhamentos. Nesses casos, basta comparecer ao local com um documento de identificação, caso possua.
Dia da Visibilidade Trans: baianas transexuais buscam fonte de renda no empreendedorismo

Oito em cada dez pessoas transexuais estão fora do mercado de trabalho, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Preconceito, violência e, consequentemente, falta de acesso à educação formal são alguns dos motivos que provocam essa exclusão. Apenas 0,02% das pessoas trans têm acesso a uma universidade no país. Segundo a Antra, a maior parte delas abandona os estudos por volta dos 13 anos.
Com os obstáculos à garantia de renda formal, cerca de 90% das pessoas trans passam pela prostituição como forma de subsistência, de acordo com a presidente e criadora da Antra, Keila Simpson, que faz parte da estatística. "Fui prostituta por muito tempo e continuo sendo. Eu gosto muito de me afirmar como, porque é o que eu sou e é o que eu fui na minha vida o tempo todo", afirma, destacando o orgulho da comunidade neste 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans.
Representante da comunidade, ela aponta que algumas pessoas do grupo têm apostado em outro caminho para garantir a renda: o empreendedorismo. Ainda que seja uma minoria, o número de pessoas trans que migraram para esse setor tem crescido entre quem não consegue adentrar o mercado de trabalho formal, inclusive na Bahia. É o caso da cabeleireira e empresária Razal Cerqueira, que tem um salão de beleza em Salvador.
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