Conselho aprova e FGTS vai distribuir R$ 13,04 bilhões a trabalhadores
Conselho Curador aprova repasse de 89% do lucro obtido pelo FGTS em 2025, e créditos serão feitos até 31 de agosto para quem tinha saldo nas contas do fundo
Por Dinaldo dos Santos.
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta terça-feira (28), a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores em razão do resultado financeiro positivo registrado pelo fundo ao longo de 2025.

Quanto cada beneficiário tem direito?
O montante corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões obtido no período e será repartido entre aproximadamente 138,2 milhões de trabalhadores que possuíam recursos depositados no FGTS.
De acordo com a decisão do colegiado, o valor destinado a cada beneficiário será calculado de forma proporcional ao saldo existente nas contas vinculadas em 31 de dezembro de 2025. Assim, quanto maior o saldo disponível na data de referência, maior será a parcela do lucro recebida.
A legislação determina que os créditos sejam efetuados até o dia 31 de agosto, diretamente nas contas do FGTS dos trabalhadores.
Quem tem direito ao valor distribuído pelo FGTS?
Terão direito à distribuição aqueles que mantinham saldo positivo em contas do fundo em 31 de dezembro de 2025, incluindo tanto as contas ativas, vinculadas ao emprego atual, quanto as contas inativas, referentes a vínculos empregatícios encerrados.
Apesar do crédito ser incorporado ao saldo das contas, as regras para saque do FGTS permanecem as mesmas. Isso significa que os valores só poderão ser retirados nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aquisição da casa própria, aposentadoria e demais modalidades autorizadas.

FGTS inativo: como sacar?
O FGTS inativo é o saldo existente em contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vinculadas a empregos encerrados. Quando o trabalhador deixa uma empresa, a conta referente ao contrato de trabalho deixa de receber depósitos mensais e passa a ser considerada inativa.
Apesar de não receber novos depósitos, o dinheiro continua pertencendo ao trabalhador, rendendo conforme as regras do fundo e podendo ser sacado em situações previstas pela legislação. Recentemente o Governo Federal liberou R$7 bilhões para cerca de 10 milhões de trabalhadores demitidos que aderiram ao saque-aniversário.
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