Mariene de Castro diz que não volta a cantar em Salvador após show interrompido
Mariene de Castro teve o show interrompido na madrugada desta quarta-feira, no Pelourinho, em Salvador
A sambista Mariene de Castro declarou que não pretende mais realizar apresentações em Salvador. A decisão ocorreu após a artista ter seu show interrompido na madrugada desta quarta-feira (18), no Centro Histórico de Salvador. Em entrevista ao Aratu On, a cantora demonstrou indignação com o tratamento recebido pelas gestões municipal e estadual.
"Está decidido, enquanto a cidade e o estado não me respeitarem, eu não volto a cantar aqui", afirmou.
Mariene celebrava os 20 anos do projeto Santo de Casa quando, com apenas 40 minutos de apresentação, teve o som cortado sem aviso prévio. A artista finalizou o show a capella, sob protestos e vaias do público direcionadas à organização.
Veja o momento:
O show estava marcado para as 00h30. Mariene afirma que chegou ao local com antecedência. "Desligaram o microfone. Tomei um susto na hora. Minha produção não conseguiu chegar até mim para avisar sobre o horário", relatou.
Segundo a sambista, nenhum representante dos órgãos responsáveis a procurou para dar explicações ou se retratar após o ocorrido.
Outros conflitos
Este não é um episódio isolado. A relação da artista com a organização de eventos na capital baiana vem se desgastando desde a abertura do Carnaval, na última quinta-feira (12). Na ocasião, Mariene desfilaria no Circuito Osmar (Campo Grande) com um movimento de mulheres sambistas do interior, mas o desfile foi impedido de acontecer.
A cantora revelou que chegou a recusar um convite para abrir o Carnaval de Recife, no prestigiado Marco Zero, para priorizar Salvador. "Ouvi a vida inteira ouvindo que precisava sair da Bahia para fazer sucesso. Fui convidada para o Marco Zero em horário nobre. Aqui, com 45 minutos de show na madrugada, desligam meu microfone."
Em uma publicação nas redes sociais, ela comparou o tratamento dado aos artistas locais em relação aos visitantes. "Vocês arrumam a casa para as visitas e servem a pior comida para quem é de casa", escreveu.

Entre críticas e confusões: as polêmicas do Carnaval de Salvador 2026
O Carnaval de Salvador de 2026 foi marcado por muita alegria, recorde de lotação, música e encontros e despedidas históricas. Mas... também teve treta! Teve disputa para decidir quem abriria o Circuito Barra-Ondina, briga nas filas de trios, um bloco ultrapassando o outro, problemas técnicos nos caminhões, e por aí vai. É como já diz O Kanalha, vencedor do prêmio de Música do Carnaval do Aratu Folia: o baiano já nasce com a pimenta!
Daniela Mercury ou Olodum: quem sai primeiro?
No sábado de Carnaval (14), por ordem judicial, o Olodum foi o primeiro bloco sair na Barra. Na última quinta-feira (12), um juiz havia determinado, por meio de liminar, que a abertura do circuito seria de Daniela Mercury, com o bloco Crocodilo, mas a decisão foi derrubada no sábado (14), dando preferência ao bloco afro. Nas redes sociais, a cantora criticou a decisão, e disse estar sendo vítima de um "apagamento": "Nem o apagamento que nós mulheres sofremos vai apagar o brilho deste domingo".
"HOJE, vamos botar o bloco na rua às 17h e fazer um dia histórico. O dia de celebrar os 30 anos de fundação do Circuito Barra-Ondina. O dia em que vocês, foliões do Bloco Crocodilo, tiveram coragem e ousadia para me acompanhar na loucura de mudar de circuito e fazer uma nova página na história do Carnaval da Bahia. Ninguém queria desfilar na Barra. NINGUÉM. Desta página, escrevemos um livro. São 30 anos de história. Três décadas de construção. E nem o apagamento que nós mulheres sofremos vai apagar o brilho deste domingo. A cantora de vocês vai fazer o melhor desfile dos últimos 30 anos. O MELHOR. Laroyê, Exu. Padilha está solta e girando. Levem seus leques!".

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