Estudante da Ufba que morreu no Carnaval é sepultada sob forte comoção
O corpo da estudante da Ufba Alice Santos Contreiras foi sepultado com presença de amigos e muita comoção
Por Da redação.
O velório da bióloga Alice Santos Contreiras, de 24 anos, que morreu na segunda-feira (16) após ser atropelada por um caminhão da Limpurb no Carnaval de Salvador, aconteceu na manhã desta terça (17) no Cemitério Bosque da Paz, na capital baiana. O corpo da jovem foi sepultado com presença de amigos e muita comoção. A família preferiu não se pronunciar.
Formada pelo Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), Alice era estudante do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Evolução (PPGBioEvo) do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba). No curso, atuava em pesquisas no Laboratório de Biologia Evolutiva e do Desenvolvimento (Labed), no campus de Ondina. A jovem também era fluente em inglês.

Moradora de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, Alice participava da festa com amigos quando ocorreu o acidente. Segundo informações preliminares, ela teria tentado subir na lateral de um caminhão da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), responsável pela higienização do circuito, mas se desequilibrou e acabou sendo atropelada.
A Limpurb lamentou a ocorrência. Em nota, a empresa reforçou que não se deve pegar carona em caminhões e destacou os riscos à vida, além de informar que seus veículos operam seguindo protocolos de segurança e que o acesso é restrito a profissionais autorizados.
A Ufba também se manifestou por meio de nota: "Sua partida ocorre em um momento que deveria ser de celebração e alegria. Que a memória de Alice permaneça marcada por seu sorriso, sua dedicação e pela escolha apaixonada de fazer da vida e da ciência o seu caminho profissional. A UFBA se solidariza com familiares, amigos, colegas e docentes neste momento de profunda dor", finaliza a nota.
O Instituto de Biologia (IBIO) da universidade publicou uma carta de pesar: "Alice fez parte da nossa comunidade acadêmica e será lembrada com carinho por colegas, professores e amigos".

'Festa favorita'
O Laboratório de Biologia Evolutiva e do Desenvolvimento (Labed) lamentou a morte precoce da jovem, especialmente por o Carnaval ser a festa favorita dela.
"Nós não perdemos uma aluna. Não perdemos um currículo lattes. Não perdemos uma mestranda dedicada e com um futuro profissional lindo pela frente. Nós perdemos um sorriso! Perdemos uma vontade intensa de viver. Perdemos uma companhia agradável, com tiradas engraçadas e momentos de diversão que só ela sabia proporcionar. Perdemos uma companheira que sentava no computador ao lado, trazia dúvidas, mas, também tirava dúvidas dos colegas. Perdemos um coração enorme, muito maior do que ela própria. Aquela que organizava festinhas de aniversário, decoração de portas, confraternização de fim de ano. Perdemos um pouco nossa intensidade. A partida de Alice, dentro da festa que ela mais amava, que ela mais curtia, traz um vazio enorme. Deixa um espaço em branco em nossas vidas", diz o comunicado.
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