Está com a virose pós-carnaval? Infectologista explica sinais de alerta
Você está com virose pós-carnaval? Infectologista explica sinais de alerta e cuidados
Por João Tramm.
A alegria da folia não é eterna e o encerramento da festa pode vir acompanhado das tradicionais doenças ocasionadas pelo período de curtição. Está com virose pós-carnaval? Infectologista explica sinais de alerta. Apesar de quadros leves, muitas vezes é necessário atenção para evitar que o quadro escalone.
Em entrevista, o infectologista Dr. Victor Castro orienta que o primeiro passo é evitar a transmissão.
“Qualquer pessoa com sintomas gripais deve evitar contato com outras pessoas, principalmente com quem faz parte dos grupos de risco.”

Está com virose pós-carnaval? Infectologista explica sinais de alerta
Entre os vírus com maior risco de agravamento estão o Influenza (gripe) e o SARS-CoV-2, causador da Covid-19. Segundo o especialista, alguns sinais indicam que não é hora de esperar em casa:
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Falta de ar ou dificuldade para respirar
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Dor no peito
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Piora importante da tosse
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Diarreia intensa (mais de seis episódios líquidos em grande quantidade)
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Sinais de desidratação (boca seca, tontura, fraqueza, pouca urina)
“Principalmente a falta de ar e a dor no peito são sintomas que exigem avaliação imediata, pois podem indicar complicações.”
Algumas pessoas têm maior risco de desenvolver formas graves das viroses: Crianças pequenas; Idosos, especialmente acima de 60 anos; Gestantes; Pessoas imunossuprimidas; Pacientes transplantados; Pessoas vivendo com HIV sem tratamento; Quem faz uso de medicamentos imunossupressores. Para esses grupos, qualquer sintoma mais intenso deve ser avaliado rapidamente.
O podcast Aratu Tá On, em conversa com pneumologista desmistificou alguns tabus sociais sobre gripes, resfriados e asma. Dentre eles, uma das dicas que pode servir para o pós-carnaval é se dormir de cabelo molhado pode causar gripe, o que seria um equívoco.
Ingestão de água é prioridade, remédios não
No calor do verão, a desidratação é um risco real. A perda de líquidos pelo suor, somada ao consumo de álcool — comum durante o Carnaval — pode comprometer a resposta do organismo.
“O álcool favorece a desidratação e pode prejudicar a resposta imunológica", explica. Então, principalmente nos casos de virose gastrointestinal, a atenção deve ser redobrada, principalmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade comprometida. Assim, ingestão de água precisa ser uma das prioridades na recuperação após a folia.
O infectologista reforça também que a avaliação médica é essencial antes de qualquer medicamento.
“Existem medicações específicas para controlar sintomas, mas é preciso considerar alergias, condições de saúde e possíveis reações. A conduta deve sempre ser orientada por um profissional.”
Na maioria dos casos, exames laboratoriais não são necessários, mas podem ser solicitados se houver suspeita de complicações.
Por que as viroses aumentam após o Carnaval?
A explicação está no próprio formato da festa: aglomeração intensa, contato físico frequente, circulação de pessoas de diferentes regiões e maior consumo de alimentos de rua.
“O Carnaval reúne pessoas de vários lugares, que trazem vírus com perfis epidemiológicos diferentes e permanecem em contato próximo por dias.”
Além disso, o período de incubação — tempo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas — pode variar de dois a três dias até uma ou duas semanas. Isso explica por que os casos continuam surgindo mesmo após o fim da folia, podendo se estender por semanas.
O Dr. Victor explica que a própria dinâmica da festa cria um ambiente propício à disseminação de vírus.
Sintomas mais comuns
Segundo o especialista, as doenças virais respiratórias costumam começar com sintomas nas vias aéreas superiores.
“A pessoa pode apresentar nariz entupido ou escorrendo, dor de garganta, febre, dor no corpo e dor de cabeça. Esses são sinais típicos das infecções respiratórias virais.”
Já as viroses gastrointestinais se manifestam de forma diferente:
“Elas costumam causar diarreia, náusea, vômito e dor abdominal, e também são muito comuns nesta época do ano.”
O médico destaca que, apesar de geralmente serem quadros leves e autolimitados, é preciso atenção aos sinais de agravamento.

Nome da virose pós-carnaval
E como todo ano a virose após carnaval é apelidada na Bahia, o Aratu On fez uma sugestão de nomes para a gripe da vez. Uma das opções, como de costume, remete à música campeã da folia. Neste ano, o hit de O Kannalha, 'Baiano Tem o Molho', levou o troféu Aratu Folia.
Já em 2025, o mesmo debate surgiu. Na época, se o verão bateu na porta de Ivete, por que não dizer: "A Virose Bateu em Minha Porta"? E em 2026, você pode escolher como vai chamar o novo hit das doenças, vote abaixo:
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